
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros gerou preocupação e aumentou a busca por informações na internet.
Um levantamento da Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, mostra que, nas primeiras 24 horas após a confirmação da medida, as buscas por “tarifas” triplicaram nos EUA. Entre os americanos, também cresceram em 80% as pesquisas sobre os preços do café e da carne, itens comuns no dia a dia de quem mora no país.
Já no Brasil, uma das principais dúvidas que tem levado a população ao Google é se o tarifaço pode fazer os preços caírem. A seguir a gente responde essa e outras perguntas sobre o tema:
1. O que é o tarifaço de Trump?
É a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA, a maior já imposta a um único país.
O presidente americano justifica a medida com base em um suposto desequilíbrio comercial e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Analistas, no entanto, apontam motivações políticas por trás da decisão.
2. Quando entra em vigor?
O tarifaço passa a valer em 6 de agosto. A lista divulgada pelo governo americano isenta cerca de 700 itens, como petróleo, suco de laranja e celulose.
Já produtos como carne, café, pescados e frutas serão taxados, o que significa um aumento de 50% no preço de entrada deles no mercado americano. Ou seja, consumidores dos EUA terão que pagar mais caro por alimentos comuns no dia a dia, como o café.
3. Qual o impacto para o Brasil?
Especialistas apontam que o impacto pode ser bilionário. Cerca de 56% das exportações brasileiras para os EUA serão afetadas. Setores como o agronegócio, a siderurgia e a indústria de máquinas estão entre os mais prejudicados.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a medida pode afetar diretamente 10 mil empresas exportadoras e comprometer milhares de empregos no Brasil.
4. Quais produtos serão mais afetados?
5. Os preços vão subir no Brasil?
A resposta é depende. Produtos que perderem mercado externo podem ficar momentaneamente mais baratos no ambiente interno como carnes, frutas e etanol. Por outro lado, a alta do dólar pode pressionar o preço de importados e de itens dolarizados, como combustíveis e eletrônicos.
Além disso, o governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre uma possível retaliação, mas especialistas alertam que medidas do tipo podem gerar efeitos econômicos para os dois países.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
