
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou solidariedade para o povo afegão após terremoto que já causou ao menos 800 mortes e mais de 2 mil feridos , na noite do último domingo (31), pelo horário local. O abalo sísmico, de magnitude 6, atingiu o leste do país, com epicentro a 27 km da cidade de Jalalabad.
“Apresento minhas mais profundas condolências às famílias das vítimas e desejo uma rápida recuperação aos feridos. A equipe @UN no Afeganistão está mobilizada e não poupará esforços para ajudar os necessitados nas áreas afetadas”, escreveu Guterres no X.
Imagens do Ministério da Defesa do Afeganistão mostram a ação de helicópteros no resgaste das vítimas. Em Cabul, a capital do país, militares foram direcionados para as regiões remotas para as operações.
Para a imprensa, o porta-voz do regime liderado pelo Talibã, Mawlavi Zabihullah Mujahid, anunciou 100 milhões de afeganes para minimizar os efeitos do terremoto. O tremor de domingo foi seguido por cinco réplicas, sentidas a centenas de quilômetros.
Propensão a terremotos
O Afeganistão é propenso a terremotos, particularmente na cordilheira do Hindu Kush, onde as placas tectônicas indiana e eurasiática se encontram.
Uma série de terremotos no oeste atingiu o país no ano passado, confirmando a vulnerabilidade de uma das nações mais pobres do mundo a desastres naturais.
Em outubro de 2023, um terremoto de magnitude 6,3 atingiu o Afeganistão, seguido por fortes tremores secundários. Na época, foram estimadas ao menos 4 mil mortes pelo Talibã, mas ao contrário do número da ONU, de cerca de 1,5 mil.
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