Com o aumento de fraudes em postos de combustíveis , uma nova tecnologia promete acabar com o chamado "golpe da bomba baixa" , onde equipamentos são adulterados para fornecer menos combustível do que o registrado. Esse novo tipo de bomba de abastecimento, já adotado por cerca de 5200 postos em todo o Brasil, possui um sistema de medição criptografado que impede qualquer interferência externa, garantindo a quantidade correta de combustível e o valor a ser pago.
Fred Alexandre da Silva, diretor da divisão de verificação periódica do Ipem São Paulo, conversou com a Radio Bandeirantes neste sábado (6) e explicou que cada abastecimento recebe uma assinatura única que só as novas bombas podem processar, tornando impossível a manipulação dos dados exibidos. Além disso, ele explica que o sistema conta com componentes eletrônicos que rejeitam qualquer informação adulterada que seja inserida no processo.
O motorista Nilson Ferreira, que afirma já ter sido vítima de fraudes em abastecimentos anteriores, vê a novidade com bons olhos. "Eu quero menos, menos gasolina", desabafa Nilson, referindo-se à quantidade de combustível que realmente esperava receber nos abastecimentos anteriores.
As novas bombas, que são de 20 a 30% mais caras que as tradicionais, serão obrigatórias em todos os postos de combustíveis do país até 2029, conforme regulamentação do Inmetro. No estado de São Paulo, quase 200 postos já operam com esse novo sistema. Kléber de Oliveira, gerente de um posto em Pinheiros, na zona Oeste de São Paulo, afirma que a tecnologia "é boa pra gente que passa credibilidade".
No entanto, apesar das vantagens, as bombas antifraude ainda possuem limitações, como a incapacidade de detectar se o combustível foi adulterado. Por isso, os consumidores são aconselhados a permanecerem vigilantes, desconfiando de preços muito abaixo da média e evitando promoções que exigem pagamento exclusivo em dinheiro ou por aplicativo. Além disso, é fundamental sempre solicitar a nota fiscal e verificar a presença do selo do Inmetro ou do Ipem na bomba de combustível. Em caso de suspeita, o consumidor pode exigir o teste da medida padrão de 20 litros, obrigatório para todos os postos.
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