Jornalismo

Oruam se revolta com prisão de Poze do Rodo no RJ

Funkeiro foi preso por apologia ao crime e ligação com o Comando Vermelho, por fazer shows em áreas dominadas pela facção

Por Redação

REDAÇÃO

29/05/2025 • 12:55 • Atualizado em 29/05/2025 • 12:55

Oruam se revoltou com prisão de Poze do Rodo
Oruam se revoltou com prisão de Poze do Rodo - Foto: Reprodução/Instagram/@reserva.oruam

O cantor Oruam se revoltou nas redes sociais após a prisão do funkeiro Poze do Rodo , nesta quinta-feira (29). O cantor foi detido pela Polícia Civil no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por apologia ao crime e envolvimento com o Comando Vermelho.De acordo com as investigações, o cantor realiza shows exclusivamente em áreas dominadas pela facção , com a presença de traficantes fortemente armados, que fazem a "segurança" do artista e do evento.Nos stories, Oruam afirmou que o Estado faz "a maior covardia" e que "gosta de envergonhar" os cantores. "Algemaram o Poze, nem precisa disso. Ele é exemplo para várias pessoas, todo mundo sabe que isso é mentira, o Poze é cantor, canta em baile de favela, mas não é envolvido em facção não", afirmou Oruam.Nos vídeos, Oruam, visivelmente revoltado, critica a Polícia Civil. "Eles gostam de envergonhar nós, maior tristeza. Às vezes vocês se questionam o motivo de sermos assim, precisava algemar o cara? Abaixar a cabeça dele assim, na covardia?", questionou.O cantor, filho do traficante Marcinho VP, disse que os funkeiros "apanham quietos". "Vamos orar para que dê tudo certo com o Poze, mas isso é a maior covardia que existe no mundo, ficamos reféns do Estado, não pode fazer nada, tem que apanhar quieto, mas está tranquilo", disse.

Entenda o caso

Poze do Rodo, segundo investigações, participa de eventos estrategicamente usados pela facção para aumentar os lucros com a venda de entorpecentes.Um desses eventos foi realizado no dia 19 de maio deste ano, na comunidade da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. O show ocorreu poucas horas antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma operação policial na comunidade.A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos.

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