Jornalismo

Lula fará novo pronunciamento à nação em defesa da soberania e citação a Moraes

Pronunciamento será gravado nesta sexta-feira e veiculado no domingo (3)

TÚLIO AMÂNCIO

01/08/2025 • 13:50 • Atualizado em 01/08/2025 • 13:50

Lula durante entrevista para a CNN
Lula durante entrevista para a CNN - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu gravar um novo pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. A reportagem da Band apurou que o comunicado será gravado nesta sexta-feira (1º).

A princípio, o comunicado seria veiculado no domingo (3), mas passou para o meio da semana seguinte. A mudança ocorre porque o plano de contingência para socorrer as empresas afetadas pelo tarifaço ainda não está pronto, e Lula deseja citá-lo no discurso.

No pronunciamento, o petista deve defender o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes , sancionado pelo governo dos Estados Unidos com a lei Magnitsky .

Além disso, o presidente da República também deve fazer criticas a interferência norte-americana. Esse será o segundo pronunciamento de Lula no intervalo de um mês.

Em 17 de julho, Lula fez um pronunciamento sobre a taxação unilateral de 50% sobre todos os produtos brasileiros imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump . O mandatário brasileiro classificou a ação como uma “chantagem inaceitável” e disse que o governo tentou negociar com os norte-americanos, mas o que o país recebeu de volta foi “ameaças às instituições brasileiras”.

“Fizemos mais de dez reuniões com o governo dos Estados Unidos e encaminhamos em 16 de maio uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta e o que veio foi uma chantagem inaceitável em forma de ameaças às instituições brasileiras e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos”, disse o petista.

Na ocasião, o brasileiro desmentiu a tese de que os americanos são prejudicados por práticas comerciais desleais do Brasil, como afirmou Trump na carta em que anunciou as sobretaxas. O presidente lembrou que os norte-americanos acumulam “há mais de 15 anos robusto superávit comercial de 410 bilhões de dólares” e afirmou que não aceitaria ataques ao Pix, alvo de investigação do governo Trump.

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