Jornalismo

Jovem que comeu bolinho de mandioca supostamente envenenado morre na Grande SP

Segundo a prefeitura de São Bernardo, a família de Lucas da Silva Santos autorizou a doação de órgãos do paciente; padrasto da vítima segue preso

KARINA CRISANTO

20/07/2025 • 21:04 • Atualizado em 20/07/2025 • 21:04

Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo
Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo - Foto: Divulgação/Prefeitura de São Bernardo do Campo

O jovem Lucas da Silva Santos, de 19 anos, teve morte cerebral confirmada após quase dez dias de internação no Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo. A informação foi confirmada pela prefeitura ao Band.com.br .

Lucas estava internado na unidade de saúde de São Bernardo desde a madrugada de sábado (12). A polícia suspeita que ele foi envenenado após comer um bolinho de mandioca.

Segundo a prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúde, o estado de saúde de Lucas evoluiu para morte encefálica no início da tarde deste domingo (20).

“Desde a madrugada de sábado da semana passada, Lucas estava internado no Hospital de Urgência, em leito de terapia intensiva, em estado grave. Durante todo o período de internação, o município prestou a melhor assistência possível”, informou a prefeitura ao Band.com.br.

Ainda conforme a prefeitura de São Bernardo, a família de Lucas da Silva Santos autorizou a doação de órgãos do paciente.

“A prefeitura lamenta a morte do jovem e seguirá colaborando com as autoridades. O município ainda aguarda resultados de exames do IML (Instituto Médico Legal) para mais detalhes sobre o que provocou o quadro clínico”, finalizou a prefeitura.

Padrasto preso

Admilson Ferreira dos Santos, padrasto de Lucas da Silva Santos, foi preso na última quarta-feira (16). A polícia acredita que ele é o responsável por envenenar o jovem de 19 anos.

Liliane Doretto, delegada que está investigando o caso, disse que já está tudo esclarecido e só faltam os resultados dos laudos.

Entenda o caso

A vítima foi envenenada em 11 de julho durante o jantar com a família, em casa. Além da comida preparada pela mãe, os familiares comeram um bolinho de mandioca que foi feito e enviado pela irmã do padrasto da vítima.

Além do jovem, outros três familiares, incluindo o suspeito, ingeriram o alimento, mas apenas ele passou mal cerca de 30 minutos após comer.

O jovem foi socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e em seguida transferido para o Hospital de Urgência. O primeiro médico que o atendeu chegou a informar que ele tinha sinais de envenenamento por chumbinho, mas apenas a perícia vai poder dizer qual substância foi utilizada.

Inicialmente, Cláudia Pereira dos Santos, que é tia do jovem, e foi responsável por preparar os bolinhos de mandioca, era suspeita, mas sempre negou. A polícia concluiu que ela não teve nenhuma participação no envenenamento.

Segundo testemunhas, o padrasto abusava do enteado e não aceitava que o jovem iria sair de casa, para trabalhar em outra cidade. As investigações continuam, inclusive para esclarecer se irmãos da vítima já foram abusadas anteriormente pelo padrasto.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: