Jornal da Noite

Avaliação diz que mais de um terço dos professores não atinge nível básico

Mais de um terço (35%) dos cerca de 760 mil participantes — totalizando 266 mil profissionais — não alcançou o nível básico necessário para lecionar

EDUARDO CARVALHO

23/05/2026 • 02:14 • Atualizado em 23/05/2026 • 02:14

Sala de aula
Sala de aula - Foto: Reprodução/ Jornal da Band

Uma avaliação inédita realizada pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Prova Nacional Docente, revelou dados alarmantes sobre a qualidade da formação de educadores e estudantes de licenciatura no Brasil. Mais de um terço (35%) dos cerca de 760 mil participantes — totalizando 266 mil profissionais — não alcançou o nível básico necessário para lecionar.

As áreas de exatas e humanas foram as que apresentaram os resultados mais críticos, evidenciando uma lacuna na preparação dos docentes:

Fragilidade do ensino a distância (EAD)

A prova evidenciou uma disparidade significativa entre os modelos de formação. Enquanto 74% dos estudantes do modelo presencial foram considerados aptos, o índice cai para apenas 47% entre aqueles que concluíram cursos a distância.

Diante desse cenário, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou medidas severas para o setor:

O papel da experiência prática

Especialistas e profissionais da área reforçam a importância da vivência presencial para a profissão docente. Para a professora Ana Regina de Moraes Soster, especialista em educação, a realidade escolar é heterogênea e complexa, exigindo uma vivência prática que a teoria isolada não consegue suprir.

Essa percepção é compartilhada por docentes recém-formados, como Eduardo Fonteles, professor de biologia, que aponta a natureza colaborativa da profissão: "essa troca de experiências que a gente tem muito mais facilitado no presencial, ao meu ver, é um diferencial bem grande".

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