
Na reunião da Otan, na Holanda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump tentou se colocar como o “adulto” na sala e comparou a relação entre Irã e Israel com uma briga entre crianças no intervalo da escola.
O republicano disse disse que vai se reunir na semana que vem para conversar com o Irã, mas não disse com quem, nem se um eventual acordo nuclear pode estar na mesa do debate.
O presidente voltou a garantir que os ataques americanos contra usinas nucleares do Irã foram um sucesso. Por outro lado, o Irã diz que vai reconstruir as instalações nucleares atingidas e vai continuar a enriquecer urânio.
Trump ataca imprensa americana
Ninguém sabe ao certo o tamanho do estrago. Trump ataca duramente a imprensa americana que divulgou um documento vazado do Pentágono afirmando que o programa nuclear iraniano foi atrasado apenas em meses.
"A CNN é escória. A MSDNC é escória. O New York Times é escória. Eles são pessoas ruins. Eles são doentes... sem o Trump, vocês nem teriam um New York Times”, disse.
Trump insiste: as instalações foram aniquiladas.
Uma avaliação independente poderia partir de técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica, que é um braço da ONU. Mas o Irã rompeu com a organização e disse que não vai permitir a inspeção das usinas atingidas.
A Europa se beneficia bastante do cessar-fogo entre Irã e Israel. Isso porque, uma crise no Oriente Médio abre mais frentes de desgastes, esgota recursos e desvia a atenção. Para o continente, o interessante é que o foco esteja na guerra entre Rússia e Ucrânia.
O plano europeu é fortalecer o exército ucraniano e reforçar a segurança no leste com tropas, munição e presença política - e isso exige um cenário menos volátil ao redor.
O presidente ucraniano Vodymir Zelensky se encontrou com Trump e disse que os dois conversaram sobre um plano para chegar a uma paz duradoura.
A cúpula da OTAN desse ano é ambiciosa e mostrou quase uma reengenharia da aliança militar :
Depois de um evento para agradar Trump, veio a recompensa: ele assinou a declaração final que inclui o artigo 5 da aliança que prevê a participação de todos na defesa de qualquer país integrante da Otan que seja atacado.
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