Jornal da Band

Polícia se fantasia de personagens para prender criminosos em blocos de SP

Agentes infiltrados como "Wally", "Scooby-Doo" e "Turma do Chaves" recuperam dezenas de celulares e realizam mais de 50 prisões em flagrante na capital

Da redação

DA REDAÇÃO

17/02/2026 • 22:04 • Atualizado em 17/02/2026 • 22:04

A Polícia Civil e a Polícia Militar de São Paulo intensificaram o uso de agentes infiltrados e fantasiados para combater furtos e roubos durante os blocos de Carnaval na capital paulista. A estratégia, que já foi adotada em anos anteriores, resultou em mais de cinquenta prisões em flagrante e na recuperação de dezenas de aparelhos celulares.

A tática consiste em camuflar os agentes em meio aos foliões para facilitar a aproximação e a identificação de criminosos em ação. Segundo a coordenação da operação, o uso de uniformes padrão dificultaria o trabalho, pois permitiria que os suspeitos identificassem a presença policial à distância e fugissem antes da abordagem.

Com o uso de disfarces, a possibilidade de realizar prisões no momento exato do crime aumenta consideravelmente.

Criatividade no combate ao crime

Os policiais utilizaram uma grande variedade de personagens conhecidos para realizar as rondas e detenções. Entre os registros da operação, agentes vestidos como "Wally", o famoso personagem da série de livros de busca, foram vistos efetuando prisões nos circuitos da folia. A diversidade de trajes incluiu ainda figuras como o vilão "Gru" e os "Minions", além de personagens da "Turma do Chaves", como o Kiko e o Seu Madruga, que foram filmados conduzindo suspeitas algemadas até as viaturas.

Outras fantasias citadas na operação conjunta envolveram trajes de "Scooby-Doo" e dos "Caça-Fantasmas". Em uma das intervenções realizadas pelos policiais disfarçados, quatro criminosos foram detidos simultaneamente. Entre os presos estava uma mulher que carregava dez aparelhos celulares furtados, comprovando que os dispositivos móveis continuam sendo o principal alvo das quadrilhas que atuam nas aglomerações carnavalescas.

Foco na redução de furtos de celulares

A delegada responsável pela operação destacou que a escolha das fantasias partiu dos próprios policiais, com o objetivo de garantir que a infiltração fosse a mais natural possível dentro do contexto de cada bloco. O foco principal da ação é a redução dos índices de roubos e furtos de celulares, crime que apresenta picos durante as festividades de rua devido à facilidade de dispersão e revenda dos aparelhos.

A tática de "se camuflar" é considerada uma das mais eficazes para o ambiente de Carnaval, onde o policiamento fardado, embora presente de forma ostensiva, possui limitações de mobilidade e visualização em meio a grandes multidões. Os aparelhos recuperados durante as ações são encaminhados para as delegacias para que sejam identificados e devolvidos aos proprietários mediante apresentação de boletim de ocorrência ou comprovação de posse.

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