Jornal da Band

Juliana Rosa: queda do petróleo alivia pressão sobre combustíveis

Preço do barril registra maior queda diária desde a pandemia após acordo entre Estados Unidos e Irã, mas fragilidade geopolítica mantém mercado em alerta

Por Redação

REDAÇÃO

08/04/2026 • 23:38 • Atualizado em 08/04/2026 • 23:38

Diesel
Diesel - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O preço do petróleo registrou uma queda acentuada no mercado internacional nesta quarta-feira (8), impulsionado pelos sinais de um acordo de cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irã . O recuo da commodity traz um alívio momentâneo para a economia global e, especialmente, para o mercado brasileiro, que lida com a pressão da alta dos combustíveis e seus reflexos na inflação.

O petróleo do tipo WTI desabou 16%, sendo cotado a US$ 94. Já o barril do tipo Brent, que serve de referência para a Petrobras, também apresentou uma retração expressiva de 13%. Esta é a maior queda percentual em um único dia registrada desde o período da pandemia de Covid-19 .

A reação do mercado financeiro foi imediata. O dólar fechou em queda, atingindo o menor valor em quase dois anos, cotado a R$ 5,10. Paralelamente, a Bolsa de Valores (B3) reagiu com otimismo e bateu recorde histórico, encerrando o pregão com alta de 2%.

Impactos na economia e inflação

A redução no valor do barril é considerada o principal mecanismo para conter a escalada de preços nas bombas. O custo do petróleo tem um efeito cascata que atinge diversos setores produtivos, influenciando diretamente no transporte de mercadorias e, consequentemente, no preço final dos alimentos ao consumidor.

Apesar dos números positivos no fechamento do mercado, o cenário ainda exige cautela. O otimismo dos investidores é mediado pelo receio diante da fragilidade do acordo diplomático. Um ponto crítico é a instabilidade na navegação pelo Estreito de Ormuz , via fundamental para o escoamento global de petróleo e gás, que tem enfrentado períodos de fechamento.

Subsídio ao diesel e importações

Enquanto o mercado externo oscila, o governo federal mantém esforços para tentar conter o impacto dos preços internamente. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que o programa que subsidia o diesel importado está recebendo adesões graduais. O objetivo da medida é garantir o abastecimento e reduzir a volatilidade para o setor de transportes.

No entanto, a eficácia da política de subsídios ainda enfrenta desafios operacionais. Grandes empresas importadoras demonstram receio em realizar compras volumosas de diesel no exterior sem uma previsibilidade clara sobre o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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