O otimismo com um possível acordo entre Estados Unidos e Irã animou os mercados nesta segunda-feira (25). O petróleo Brent despencou quase 7% e fechou a US$ 93 o barril – e poderia cair ainda mais: especialistas estimam que o fim do conflito levaria o preço à casa dos US$ 85. Não chegaria rápido aos US$ 70 de antes, porque a normalização da produção e do fluxo de navios leva tempo, mas já seria um alívio significativo.
O Estreito de Ormuz é o motivo pelo qual o petróleo pesou tanto nesse conflito: por ali passam 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo. O dólar também caiu e a bolsa fechou em alta, reflexo direto da expectativa de reabertura da rota marítima.
Enquanto o acordo não vem, quem paga a conta é o consumidor brasileiro. As projeções de inflação do Banco Central já ultrapassaram 5% ante menos de 4% antes do início do conflito.
A alta não é pontual: está espalhada por combustíveis, alimentos, produtos industriais e serviços. E o governo vem anunciando medidas que podem pressionar os preços ainda mais, o que significa que, mesmo que o petróleo caia, a inflação pode não recuar na mesma velocidade.
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