Jornal da Band

Guerra em Gaza completa 600 dias com 54 mil mortos pelos bombardeios e fome

ONU afirmou que a crise humanitária não pode ser usada como arma de guerra

FELIPE KIELING

28/05/2025 • 23:00 • Atualizado em 28/05/2025 • 23:00

A busca por comida virou tragédia diária. Nesta quarta-feira, três palestinos foram mortos e outros 46 ficaram feridos quando o exército israelense abriu fogo contra uma multidão faminta que se aglomerava em torno de um ponto de distribuição agora controlado por empresas privadas no lugar da Organização das Nações Unidas (ONU).

A ONU afirmou que a crise humanitária não pode ser usada como arma de guerra. O sistema atual de distribuição de ajuda, segundo a organização, é caótico, indigno e ineficaz.

Nas últimas horas, 36 pessoas morreram, incluindo 1 jornalista e 8 integrantes de sua família atingidos por mais um bombardeio israelense.

A indignação vem de todos os lados

Mais de mil oficiais da Força Aérea de Israel, entre eles reservistas e membros da ativa, assinaram uma carta aberta em que denunciam que os ataques a Gaza se tornaram uma guerra política, que já não serve à segurança nacional e pode levar à prática de crimes de guerra.

Hoje foi dia de protestos em Israel. São 600 dias desde o começo da invasão a Gaza. As famílias, mais do que nunca, pressionam pelo fim da ofensiva e reclamam do abandono do primeiro-ministro israelense Netanyahu aos 58 israelenses que ainda são reféns do Hamas.

Netanyahu anunciou que o exército matou Mohamed Sinwar, líder do Hamas em Gaza e irmão de Yahya Sinwar, mentor da ofensiva do grupo em 2023. Segundo o premiê, ele foi eliminado em um ataque a um hospital no sul da Faixa de Gaza, ainda em maio.

O Hamas afirmou que concordou com os Estados Unidos nas bases de um novo acordo de cessar-fogo. O plano prevê a liberação de dez reféns vivos em troca de prisioneiros palestinos. O representante americano no Oriente Médio disse que está confiante numa pausa dos bombardeios.

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