Os americanos começaram a fazer estoques de produtos que devem aumentar de preços nos próximos dias. Nesta terça-feira (8), a Casa Branca confirmou a cobrança de 104% de tarifas contra a China a partir de amanhã.
Nos supermercados e shoppings, correria para encher os carrinhos. Os americanos estão lotando o bagageiro dos carros com todos os produtos que devem aumentar de preço. Arroz, café, e azeite de oliva serão os primeiros afetados pela inflação causada pelo tarifaço de Trump.
O aumento de pelo menos 10% já começou a valer para todos os produtos que vem de fora. Para carros e peças automotivas, o tarifaço de Trump chega a 25%. E o pior ainda está por vir. Nessa quarta (9), entram em vigor tarifas mais altas.
Países da Ásia, como Camboja, Laos e Vietnã, que produzem eletrônicos, roupas e tênis, chegam a cobrar mais de 90% de tarifa dos Estados Unidos e agora vão pagar metade deste valor para enviar seus produtos pra América. A Índia, grande exportadora de pedras preciosas e produtos de engenharia, cobrava 52% e agora vai pagar 27%. E a União Europeia: 39% - e será tarifada em 20%.
Se o receio da disparada da inflação é uma realidade entre os mais pobres, até o homem mais rico do mundo pediu para Donald Trump rever sua política econômica. E foi além: chamou um dos principais assessores comerciais da Casa Branca de imbecil.
Nada adiantou. Trump não atendeu ao pedido de Musk, que faz parte do governo. Uma das empresas dele, a fabricante de carros eletrônicos Tesla, teve queda de 55 por cento nas ações nos últimos dias.
Mais taxas sobre a China
A Casa Branca conformou mais 50% de tarifas sobre os produtos chineses. A taxa deve chegar a um total de 104%. O ministério do comércio da China subiu o tom na manhã desta terça e disse que vai lutar até o fim na escalada da guerra comercial com os Estados Unidos.
O porta-voz do governo chinês afirmou que o tarifaço de Trump é um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica. Disse ainda que não haverá vencedores nessa guerra e que recorrer a pressão, ameaça e chantagens não é a maneira certa de se envolver com a China.
Donos de empresas americanas que comercializam produtos chineses estão preocupadíssimos. Taylor importa macarrão e molho de soja e afirma: quando o estoque acabar, a alta vem forte. No final, é o consumidor que vai pagar a conta de todo esse imbróglio, disse esse outro empresário
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