O Brasil sedia a 30ª Conferência das Partes (COP30) da Organização das Nações Unidas (ONU) em Belém, no Pará, com foco no equilíbrio entre progresso e sustentabilidade para um planeta que, em 2050, deve abrigar quase 10 bilhões de pessoas. A reunião, descrita como uma assembleia anual de condomínio do planeta, é o principal evento da ONU para a discussão climática.
Os países se encontram para “prestar contas” sobre o cumprimento de metas de redução de poluentes, negociar novas ações urgentes de sustentabilidade e definir o financiamento para nações mais vulneráveis.
A escolha do Pará para sediar o evento, que ocorre entre os dias 10 e 21 de novembro, se deve ao fato de o estado deter grande parte da Amazônia Legal, a maior floresta tropical do mundo e um elemento essencial na regulação do clima. A maior parte das emissões brasileiras provém do desmatamento ilegal na região.
Estrutura e história das COPs
A função principal da COP é criar regras e acordos ambientais globais, conforme explica Guarany Osório, professor do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV. O Protocolo de Kyoto, estabelecido em 1997, foi o primeiro a instituir metas de redução de gases do efeito estufa. Posteriormente, o Acordo de Paris, de 2015, definiu o objetivo de limitar o aquecimento global a no máximo 2 ºC, idealmente a 1,5 ºC.
A COP30 espera delegações de pelo menos 162 países, com 53 chefes de estado confirmados. Entre os líderes que marcam presença estão o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, não comparecem; a China será representada pelo vice-premiê.
Entre os temas centrais do encontro deste ano estão o financiamento climático para países em desenvolvimento e a urgente discussão sobre florestas e biodiversidade, com especial atenção à Amazônia. A expectativa é grande em relação a uma contribuição significativa dos países desenvolvidos, que já emitiram grandes volumes de poluentes, para as nações em desenvolvimento, como destaca Patrícia Iglesias, superintendente de Gestão Ambiental da USP.
Belém se prepara para o encontro global
Belém se prepara para receber o encontro global e demonstrar que o desenvolvimento e a natureza coexistem na Amazônia das cidades, como relata o repórter Paulo Cidadão. O Complexo Turístico Ver-o-Rio, às margens da Baía do Guajará, é um dos locais que recebe a preparação.
O Mercado Ver-o-Peso, cartão postal da cidade, também passou por reforma em sua zona portuária para receber as delegações. O local comercializa frutas, peixes, açaí e artesanato, oferecendo uma autêntica experiência da cultura paraense, como explica a repórter Sancha Luna.
Outro ponto que recebeu grande investimento em obras de revitalização é a antiga área portuária. O local foi transformado no Porto Futuro 2, um complexo que une cultura, ciência, inovação e tradição. O repórter Edimar Santos informa que a área, que antes servia apenas para receber navios com mercadorias, é agora um dos pontos de maior investimento da capital.
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