Jornal da Band

Quem são as amigas de escola que se reencontraram após 60 anos

Organizado por Iracy, encontro emocionante reuniu mulheres que estudaram juntas na década de 1960; participantes viajaram de diferentes estados e até do exterior para celebrar a amizade

Giba Smaniotto

GIBA SMANIOTTO

30/08/2026 • 23:12 • Atualizado em 30/08/2026 • 23:12

O que começou como uma busca nostálgica pelo passado transformou-se em uma tradição emocionante. No centro de uma história que atravessou 60 anos está Iracy Lins , de 80 anos. Ela assumiu o papel de anfitriã e organizadora oficial de um reencontro que movimentou um grupo de amigas que estudaram juntas na juventude .

Tudo começou há cerca de dez anos, quando Iracy decidiu retornar com uma amiga ao ponto de partida de toda essa trajetória: a Escola Estadual Professor Gualter da Silva, na Zona Sul da capital paulista. Na época, elas foram em busca das antigas fichas de turma, o que deu o pontapé inicial em uma verdadeira maratona de investigação.

Por meio de nomes, sobrenomes e de uma intensa busca em redes sociais como Facebook e Instagram — além de ligações telefônicas entre as colegas que já mantinham contato —, o grupo conseguiu se reconectar e formar um grupo de mensagens. O que nasceu como uma tentativa de resgatar memórias acabou virando um encontro anual fixo.

As histórias das amigas de escola que se reencontraram depois de 60 anos

O que une essas mulheres é a cumplicidade cultivada desde os anos 1960, quando frequentavam a escola como jovens cheias de sonhos. Hoje, na faixa dos 70 e 80 anos, elas demonstram a mesma sintonia de antigamente.

A dimensão do afeto fica evidente na distância percorrida para o evento. Enquanto algumas participantes moram em São Paulo, outras vieram de longe. É o caso de Cacilda, que viajou de Curitiba, uma colega vinda de Rondonópolis (Mato Grosso) e até mesmo uma integrante que saiu da Alemanha para não perder a celebração.

Sessenta anos depois, o grupo coleciona trajetórias de vida completamente diferentes — com direito a casamentos, filhos, netos, diferentes profissões e superação de perdas —, mas mantém vivo o espírito daquela adolescência. Entre lembranças de missas de formatura, a advogada Iara Cerqueira se lembra de quando vestia perucas usadas para imitar ícones da época, como a cantora Wanderléa. A amizade resistiu ao tempo e à distância.

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