O Ministério das Relações Exteriores repudiou as últimas declarações do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que chamou o presidente Lula de antissemita "apoiador do Hamas" e o associou ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Em publicação no X (antigo Twitter), o Itamaraty pediu o que o ministro israelense apure as informações sobre um ataque que atingiu um hospital na Faixa de Gaza e deixou ao menos 20 pessoas mortas, incluindo cinco jornalistas que trabalhavam para as agências de notícia Reuters e Associated Press, além da emissora Al Jazeera.
“O Ministro da Defesa e ex-chanceler israelense, Israel Katz, voltou a proferir ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis contra o Brasil e o Presidente Lula. Espera-se do sr. Katz, em vez de habituais mentiras e agressões, que assuma responsabilidade e apure a verdade sobre o ataque de ontem contra o hospital Nasser, em Gaza, que provocou a morte de ao menos 20 palestinos, incluindo pacientes, jornalistas e trabalhadores humanitários”, disse.
A nota do governo brasileiro ainda citou o número de palestinos em decorrência dos ataques de Israel.
“As operações militares israelenses em Gaza já resultaram na morte de 62.744 palestinos, dos quais um terço são mulheres e crianças, e em uma política de fome como arma de guerra imposta à população palestina. Israel encontra-se sob investigação da Corte Internacional de Justiça por plausível violação da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio”, explicou.
Por último, o Itamaraty afirmou que o ministro israelense não pode fugir da responsabilidade que ele deveria impedir a prática de genocídio contra palestinos.
'Como Ministro da Defesa, o senhor Katz não pode se eximir de sua responsabilidade, cabendo-lhe assegurar que seu país não apenas previna, mas também impeça a prática de genocídio contra os palestinos".
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