Jornalismo

Itamaraty repudia declarações de ministro da Defesa de Israel

Governo brasileiro pediu maior rigor do governo de Israel na apuração de mortes de palestinos em Gaza

Da redação

DA REDAÇÃO

26/08/2025 • 17:38 • Atualizado em 26/08/2025 • 17:38

O Ministério das Relações Exteriores repudiou as últimas declarações do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que chamou o presidente Lula de antissemita "apoiador do Hamas" e o associou ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Em publicação no X (antigo Twitter), o Itamaraty pediu o que o ministro israelense apure as informações sobre um ataque que atingiu um hospital na Faixa de Gaza e deixou ao menos 20 pessoas mortas, incluindo cinco jornalistas que trabalhavam para as agências de notícia Reuters e Associated Press, além da emissora Al Jazeera.

“O Ministro da Defesa e ex-chanceler israelense, Israel Katz, voltou a proferir ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis contra o Brasil e o Presidente Lula. Espera-se do sr. Katz, em vez de habituais mentiras e agressões, que assuma responsabilidade e apure a verdade sobre o ataque de ontem contra o hospital Nasser, em Gaza, que provocou a morte de ao menos 20 palestinos, incluindo pacientes, jornalistas e trabalhadores humanitários”, disse.

A nota do governo brasileiro ainda citou o número de palestinos em decorrência dos ataques de Israel.

“As operações militares israelenses em Gaza já resultaram na morte de 62.744 palestinos, dos quais um terço são mulheres e crianças, e em uma política de fome como arma de guerra imposta à população palestina. Israel encontra-se sob investigação da Corte Internacional de Justiça por plausível violação da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio”, explicou.

Por último, o Itamaraty afirmou que o ministro israelense não pode fugir da responsabilidade que ele deveria impedir a prática de genocídio contra palestinos.

'Como Ministro da Defesa, o senhor Katz não pode se eximir de sua responsabilidade, cabendo-lhe assegurar que seu país não apenas previna, mas também impeça a prática de genocídio contra os palestinos".

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