
Países europeus, como França e Reino Unido, além de outras potências, como Canadá e Austrália, sinalizaram positivamente pelo reconhecimento do Estado Palestino como forma de “intimidação” contra Israel , que provoca fome e mortes com o massacre na Faixa de Gaza . Mas por que Israel se incomoda com a possibilidade de criação do Estado Palestino?
De acordo com o professor de Relações Internacionais Sidney Leite, não há fundamentos para que, mesmo com o apoio de grandes potências, o Estado Palestino possa funcionar – levando em consideração a situação de “catástrofe”, segundo a ONU , em que a Faixa de Gaza se encontra.
“Do ponto de vista objetivo, nesse momento, é praticamente inviável que esse estado comece a funcionar em que bases, qual a estrutura, quais as forças, o sistema de poder”, explicou.
No entanto, o incômodo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é perceber que os países citados acima estão “contra” Israel.
"“O que incomoda Israel é o fato de Estados importantes que compõem o Conselho de Segurança da ONU, especialmente Reino Unido e França, advogarem a necessidade imperiosa de criação efetiva do Estado Palestino”, disse."
O Conselho de Segurança da ONU é um dos principais órgãos das Nações Unidas e é responsável por manter a paz e segurança internacional. Nesse sentido, ele pode decidir que os países-membros da ONU devem (ou não) cumprir.
Nesse sentido, oa países podem sofrer sanções, autorizar o uso da força e até organizar missões de paz. Entre os países permanentes, estão Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França.
Países que já reconheceram o Estado Palestino
Países como França, Reino Unido e Canadá já sinalizaram positivamente para a possibilidade de reconhecer o Estado Palestino, tendo em vista o massacre realizado por Israel na Faixa de Gaza. Nesta segunda-feira (11), por exemplo, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, criticou a “catástrofe humanitária” em Gaza e também acenou pelo reconhecimento do Estado . Sendo assim, quais países já reconheceram e quais ainda faltam?
O processo de independência do Estado Palestino começou em 1988, quando a Organização para a Libertação da Palestina declarou a região como Estado independente. O apoio começou a surgir de países, na época, comunistas, como a União Soviética, atual Rússia , e China , mas também de países como a Iugoslávia e Índia, que não se enquadravam no regime comunista.
Em seguida, outras nações da Ásia Central, assim como a África do Sul , as Filipinas e a Ruanda , estabeleceram suas relações diplomáticas com a Palestina.
Na América do Sul, Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela a reconheceram como uma nação soberana nos anos 2000. O Brasil , por sua vez, o fez apenas em 2010, mas incluiu a Faixa de Gaza, Cisjordânia e tendo Jerusalém Oriental como a capital do país. Veja a lista completa.
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