Jornalismo

Defesa de ministro Marco Buzzi alega inocência contra denúncias de assédio

Com a entrega da peça defensiva ao CNJ, o processo administrativo entra agora em fase de instrução e coleta de provas

NATHÁLIA PASE

27/02/2026 • 18:39 • Atualizado em 27/02/2026 • 18:39

A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, entregou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sua defesa prévia em resposta às acusações de assédio e importunação sexual. No documento, que corre sob sigilo, o magistrado nega categoricamente todas as acusações e alega inocência. Com a entrega da peça defensiva, o processo administrativo entra agora em fase de instrução e coleta de provas.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de denúncias que envolvem relatos de comportamentos impróprios. Em uma carta enviada anteriormente aos seus colegas de tribunal, Buzzi afirmou estar com a "consciência tranquila" e declarou que os fatos serão plenamente esclarecidos por meio de uma "apuração técnica e imparcial". O ministro ressaltou que sua trajetória de mais de 40 anos na magistratura é pautada pela ética e que jamais adotou condutas que maculassem a instituição.

Denúncia de importunação sexual

As investigações começaram após uma denúncia de importunação sexual que teria ocorrido durante as férias do magistrado em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A acusação foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de amigos próximos da família do ministro. Posteriormente, uma segunda denúncia, desta vez de assédio sexual, foi apresentada ao CNJ por uma ex-funcionária de seu gabinete, o que ampliou a pressão sobre o magistrado.

Atualmente, Marco Buzzi encontra-se afastado de suas funções no STJ. Inicialmente, o afastamento ocorreu por razões médicas, após o ministro ser internado em Brasília com complicações cardíacas e emocionais decorrentes do impacto das notícias. Recentemente, a defesa apresentou um novo atestado solicitando uma licença de 90 dias para tratamento psiquiátrico. Paralelamente ao processo no CNJ, o STJ instaurou uma sindicância interna, e o caso também possui desdobramentos na esfera criminal sob relatoria do Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado.

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