
O empresário Jason Miller, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta quarta-feira (26), em seu perfil no X (antigo Twitter), uma foto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), em Dallas, nos Estados Unidos, na qual declara apoio à pré-candidatura do parlamentar ao Palácio do Planalto .
Foto e declaração em Dallas
Na imagem, Miller aparece ao lado de Flávio e escreve a legenda: "O nosso próximo presidente. Já ganhou!", em referência à intenção do senador de disputar a Presidência. A publicação circulou entre apoiadores de Trump e de Bolsonaro nas redes sociais.
De acordo com o empresário, o registro foi feito após a participação de Flávio no Conservative Political Action Conference (CPAC), principal encontro da direita americana, que ocorre em Dallas, no Texas. O evento também contou com a presença do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), irmão do senador.
Esta é a quinta viagem internacional de Flávio desde que anunciou o plano de concorrer ao Planalto. A agenda no CPAC reforça a aproximação do senador com o entorno de Trump e com lideranças conservadoras norte-americanas.
Referência à Lei Magnitsky e a Moraes
Em outra publicação, Miller compartilhou uma foto divulgada pelo deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), em que aparecem Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo. A legenda dizia: "Só vai curtir e comentar essa foto quem apoia a Magnitsky!".
A menção faz referência às sanções que o governo Trump aplicou no ano passado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes , com base na chamada Lei Magnitsky. No caso do magistrado, o governo americano revogou posteriormente a aplicação das medidas.
Pelo mecanismo, o governo dos Estados Unidos pode bloquear contas, bens e cartões de estrangeiros em território norte-americano e restringir sua entrada no país. No episódio envolvendo Moraes, a lei previa o bloqueio de ativos do ministro em solo americano.
Relação próxima com a família Bolsonaro
Miller atuou como conselheiro sênior nas campanhas presidenciais de Trump e integrou as equipes de transição do republicano em 2016 e 2024. Embora não ocupe cargo formal no governo, ele é considerado um dos principais conselheiros políticos do presidente norte-americano.
Nos últimos anos, o estrategista estreitou a relação com a família Bolsonaro, sobretudo com Eduardo, que está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro. Em setembro de 2021, Miller foi recebido pela família no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Na saída do país, ele foi abordado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília e prestou depoimento no inquérito que tramita no STF sobre a atuação das chamadas "milícias digitais", sob relatoria de Alexandre de Moraes.
Além de conselheiro de Trump, Miller fundou a rede social Gettr, lançada como alternativa às grandes plataformas. A partir de 2021, o serviço passou a acolher perfis banidos de redes como Facebook e Twitter, incluindo grupos e influenciadores classificados como extremistas.
Com o novo gesto público de apoio, o aliado de Trump reforça a projeção internacional da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e sinaliza o alinhamento entre o bolsonarismo e o movimento conservador que orbita o atual presidente dos Estados Unidos.
Com informações do Estadão Conteúdo
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