O Brasil, que tem déficit comercial com os EUA, um dos poucos países nessa situação, exportou para lá US$ 42 bilhões no ano passado e importou US$ 44 bilhões. Tem sido assim há anos, desde 2009.
Mas isso é ignorado pelo presidente Trump, como ficou claro na carta anunciando o tarifaço e se mantém agora, com mais ênfase ainda, quando o Brasil é chamado por ele de "parceiro horrível". E sempre colado na política: voltou a misturar o tarifaço com o julgamento de Bolsonaro.
Mesmo recebendo menos de 12% exportações brasileiras, o país mais rico e poderoso do mundo é fundamental como parceiro. E o Brasil, enquanto começa a se mexer para diversificar mais suas exportações, continua tentando negociar com os EUA.
E deve insistir. Sem retaliações, o que seria um caminho errado, mas também sem se curvar a interferências políticas, o que seria inadmissível. E é assim que o Brasil vem buscando desconectar a política da negociação do tarifaço, o que, pelos sinais que aí estão, hoje parece perto do impossível.
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