Jornalismo

China pede cessar-fogo; Irã diz ter discutido situação de Ormuz com Pequim

Governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vem pressionando Pequim a usar essa relação para persuadir o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz

ESTADÃO CONTEÚDO

06/05/2026 • 13:09 • Atualizado em 06/05/2026 • 13:18

Wang Yi e Abbas Araghchi, chanceleres da China e do Irã
Wang Yi e Abbas Araghchi, chanceleres da China e do Irã - Foto: Reprodução/X/araghchi

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu um cessar-fogo abrangente na guerra entre os Estados Unidos e o Irã e disse que Pequim está "profundamente consternada" com as hostilidades.

As declarações de Wang, feitas após uma reunião com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, nesta quarta-feira (6), podem dar novo fôlego aos esforços para encerrar o conflito de mais de dois meses no Oriente Médio , já que os estreitos laços econômicos e políticos da China com Teerã conferem ao país uma posição de influência singular.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vem pressionando Pequim a usar essa relação para persuadir o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz .

Em mensagem no Telegram, Araghchi afirmou que o encontro com autoridades chinesas abordou a situação da importante rota marítima , além da necessidade de respeito aos direitos iranianos. Ele destacou que outro eixo da reunião foi a análise dos mais recentes desdobramentos diplomáticos, bem como dos esforços e iniciativas em andamento para encerrar a guerra contra o Irã, incluindo o processo de negociações mediado pelo Paquistão.

Segundo o ministro iraniano, "os amigos chineses" acreditam que o Irã do pós-guerra é diferente do Irã anterior ao conflito e que o país persa alcançou "uma melhora em sua posição internacional". "O Irã demonstrou suas capacidades e sua autoridade. Portanto, um novo período de cooperação entre o Irã e outros países está por vir", detalhou.

A visita de Araghchi à China ocorre antes da planejada viagem de Trump a Pequim para uma cúpula de alto nível com o presidente chinês, Xi Jinping, nos dias 14 e 15 de maio.

A viagem seria a primeira de Trump à China em seu segundo mandato e a primeira de um presidente dos EUA ao país desde 2017, quando Trump esteve em Pequim.

*Com informações da Associated Press

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