
Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Jeffrey Epstein , manteve o silêncio diante de legisladores da Câmara dos Estados Unidos em depoimento realizado nesta segunda-feira (9). No entanto, a defesa de Maxwell apresentou uma proposta direta às autoridades: a disposição de testemunhar em favor de Donald Trump e Bill Clinton caso o atual presidente norte-americano conceda a ela um indulto presidencial. A informação foi confirmada por parlamentares que participaram da audiência a portas fechadas.
Segundo o relato de advogados aos legisladores, Maxwell estaria pronta para afirmar que nem Trump, nem o ex-presidente Bill Clinton, cometeram irregularidades em suas relações com Epstein. O movimento é visto nos bastidores de Washington como uma tentativa deliberada de garantir a liberdade da socialite, que cumpre pena por crimes relacionados ao esquema de tráfico sexual de menores liderado por Epstein.
Reação no Congresso americano
A postura de Maxwell gera forte reação entre os congressistas. Para a deputada democrata Melanie Stansbury, do Novo México, a estratégia é uma manobra evidente para encerrar a sentença de prisão de forma antecipada. Segundo a parlamentar, fica claro que a depoente utiliza a audiência como uma plataforma de campanha por clemência, condicionando a verdade dos fatos ao benefício jurídico.
O deputado Suhas Subramanyam, que também acompanhou a chamada de vídeo, descreve o comportamento de Maxwell como "robótico" e afirma que a condenada não demonstra remorso pelas acusações que a levaram ao cárcere. O depoimento, que era aguardado com expectativa para esclarecer as conexões da rede de Epstein com figuras poderosas, terminou sem respostas concretas devido à recusa da depoente em falar sem a garantia do indulto.
Contexto político
A possibilidade de clemência para Ghislaine Maxwell coloca Donald Trump sob pressão. Embora o presidente não tenha descartado publicamente a concessão do benefício no passado, a resistência dentro do próprio Partido Republicano cresce após o apelo feito pela defesa nesta segunda-feira. Aliados políticos avaliam o custo de imagem de um eventual perdão a uma figura central no caso Epstein.
Enquanto a negociação por um indulto permanece no campo das especulações políticas, as investigações sobre a rede de contatos e os abusos cometidos no entorno de Jeffrey Epstein continuam a mobilizar o Judiciário e o Legislativo dos Estados Unidos. O silêncio de Maxwell, condicionado ao perdão presidencial, trava avanços que poderiam detalhar a extensão da influência de Epstein sobre a elite política global.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
