
Um casal ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso em flagrante nesta sexta-feira (10) com um arsenal de guerra no bairro Macuco, em Santos, no litoral de São Paulo. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), que investigavam o tráfico de drogas e o armazenamento de armamentos usados por uma célula da facção criminosa na Baixada Santista.
As equipes vinham monitorando a região há semanas para identificar o fluxo de entorpecentes e interceptar carregamentos do tráfico — desde os depósitos até os pontos de venda. Durante as investigações, os policiais descobriram que os criminosos utilizavam apartamentos vazios como entrepostos, locais intermediários onde a droga era armazenada antes da distribuição.
Com base nas informações coletadas, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão. No primeiro endereço, os agentes localizaram um homem de 46 anos, conhecido no meio do crime como “Patriconha” , apontado como responsável pelo abastecimento e pela guarda de drogas da facção. No local, foram encontradas porções de cocaína e crack, anotações do tráfico e dinheiro em espécie.
Durante as diligências, os policiais chegaram a um segundo apartamento, que estava sob responsabilidade de uma mulher de 44 anos, apontada como amante de Patriconha. Lá, a equipe encontrou o que classificou como “um verdadeiro arsenal de guerra” : dois fuzis, uma espingarda, três pistolas, um revólver, granadas, carregadores, além de dois tijolos de maconha e meio tijolo de crack.
Segundo o delegado responsável pela operação, as granadas estavam ativas , o que obrigou a convocação de especialistas do Grupo Especial de Reação (GER) para a remoção segura dos explosivos. “Era um material de alto poder destrutivo, pronto para uso. As granadas estavam operacionais e poderiam causar uma tragédia se acionadas”, explicou o delegado.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o armamento pertencia a uma célula restrita do PCC. Patriconha seria o responsável pelo paiol da organização na Baixada Santista — o local onde o grupo armazenava armas e explosivos usados em ações criminosas.
“Estamos falando de um criminoso graduado dentro da estrutura da facção. Ele era um dos responsáveis por gerenciar o armamento e a logística de distribuição”, afirmou um dos delegados da Dise.
A suspeita é de que o arsenal seria utilizado em ataques planejados contra transportadoras de valores ou joalherias na região. “A investigação segue para identificar outros envolvidos e evitar novas ações da facção”, completou o delegado.
O casal foi autuado por tráfico de drogas e porte de arma de uso restrito . O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Entorpecentes de Santos , e as armas apreendidas foram encaminhadas para perícia.
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