Jornalismo

Carla Zambelli disse que 'não sobreviveria na cadeia' após ser condenada pelo STF; relembre

Deputada, condenada a 10 anos de prisão pelo STF por invadir os sistemas do CNJ, anunciou sua saída do Brasil; ela afirma que pedirá licença do cargo

ESTADÃO CONTEÚDO

03/06/2025 • 21:15 • Atualizado em 03/06/2025 • 21:23

Deputada fugiu do Brasil após ser condenada pelo STF
Deputada fugiu do Brasil após ser condenada pelo STF - Foto: Lula Marques/ EBC

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que anunciou sua saída do Brasil nesta terça-feira, 3 , havia dito que "não sobreviveria na cadeia", após ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) . A parlamentar, porém, também afirmou que "se acontecer de ter a prisão, eu vou me apresentar para a prisão".

De acordo com a deputada, ela era portadora de enfermidades como síndrome Ehlers-Danlos, que afeta o tecido conjuntivo, síndrome hipercinética postural ortostática, que prejudica o coração, e depressão. "Meus médicos são unânimes em dizer que eu não sobreviveria na cadeia", afirmou, no dia 15 de maio.

Zambelli afirmou, na ocasião, seguiria a decisão, "ainda que seja injusta". "Eu sigo a lei, eu sigo ordem judicial. Se acontecer de ter a prisão, eu vou me apresentar para a prisão. Mas eu hoje não me vejo capaz de ser cuidada da forma como eu tenho que ser cuidada, com cuidados constantes."

A deputada afirmou que apresentaria os documentos "em momento oportuno" e esperava que os laudos seriam o bastante para a prisão domiciliar.

Originalmente, a deputada havia afirmado que iria à Europa para tratar problemas de saúde. No entanto, afirmou que pedirá licença não remunerada do seu cargo e passará a viver no continente. Segundo a deputada, ela atuará no fortalecimento da direita local, de maneira parecida com a que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem feito nos EUA.

Zambelli foi condenada por ter orquestrado um ataque hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com as investigações, ela teria instruído o hacker Walter Delgatti Neto a invadir o sistema do órgão e emitir uma ordem de prisão falsa para o ministro Alexandre de Moraes, em seu próprio nome.

A deputa também responde a outra investigação no Supremo, por ter perseguido um homem munida de um revólver antes da eleição de 2022 .Após o anúncio da saída do País nesta terça-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF sua prisão preventiva . Mais cedo, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), pediu à PGR a prisão da deputada e a inclusão do nome dela na lista de procurados da Interpol.

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