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Ratinho Jr.: "É utopia achar que próximo presidente governará com dinheiro"

O governador do Paraná afirma que o Brasil enfrenta escassez de recursos e defende que o sucessor de Lula precisará focar em gestão e eficiência

Da redação

DA REDAÇÃO

15/03/2026 • 17:11 • Atualizado em 15/03/2026 • 17:11

Ratinho Jr.
Ratinho Jr. - Foto: Reprodução/Band

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) , afirmou que é uma "utopia" acreditar que o próximo presidente da República terá abundância de recursos públicos para governar o Brasil. Durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band , o gestor paranaense destacou que o cenário fiscal do país impõe limites severos e que a eficiência na gestão será o único caminho viável para o futuro mandatário, independentemente da cor partidária.

"Quem acha que o próximo presidente da República vai governar com dinheiro está vivendo uma utopia. O Brasil não tem mais esse volume de recursos disponível para grandes aventuras fiscais", declarou o governador. Para ele, o debate eleitoral de 2026 precisa amadurecer para focar em como fazer mais com a mesma estrutura orçamentária, sob risco de paralisia administrativa.

A realidade das contas públicas

Ratinho Júnior argumenta que o endividamento público e o engessamento do orçamento federal deixam pouca margem para investimentos diretos. Segundo o governador, o modelo de governança baseado apenas em repasses e gastos públicos está esgotado. Ele defende que a iniciativa privada deve ser a grande motorista do desenvolvimento nacional.

Na visão do político paranaense, o país precisa de um choque de gestão que priorize parcerias público-privadas (PPPs) e concessões. Ele cita a experiência do Paraná como um laboratório de sucesso. "O Estado precisa ser um indutor, um facilitador. Se ficarmos esperando apenas o Orçamento da União para fazer as obras que o Brasil precisa, ficaremos para trás na competitividade global", avalia.

Gestão acima da ideologia

Para o entrevistado, o próximo ciclo político exigirá um perfil mais técnico e voltado para resultados do que meramente ideológico. Ratinho Júnior ressalta que a escassez financeira não escolhe lado político e punirá qualquer governo que ignore a responsabilidade fiscal. Ele acredita que o eleitor está cada vez mais atento à entrega de serviços públicos de qualidade em detrimento de promessas sem fundo orçamentário.

""A grande política do futuro é a boa gestão. O dinheiro está curto para os estados e está curto para a União. O próximo presidente terá que ser, acima de tudo, um excelente gestor de recursos escassos", afirmou o governador aos jornalistas na bancada."

O papel da eficiência

O governador também pontuou que a modernização da máquina pública é urgente para reduzir o custeio e liberar verbas para áreas essenciais, como saúde e segurança. Ele ressalta que o Paraná tem investido em tecnologia para desburocratizar processos, o que gera economia direta aos cofres estaduais.

Ao ser questionado sobre o cenário para as próximas eleições presidenciais, Ratinho Júnior preferiu focar no perfil necessário para o cargo. Ele reitera que o "populismo financeiro" não tem mais espaço no Brasil contemporâneo devido à rigidez das regras fiscais e à própria realidade econômica das famílias brasileiras.

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