
O economista e colunista do Grupo Bandeirantes Paulo Rabello de Castro falou sobre a taxa de juros brasileira. De acordo com o economista, temos a maior taxa do mundo e o sistema bancário agrava a situação.
“Temos o maior juro do mundo e o sistema bancário agrava isso porque tem 20% ao mês. Por isso eu lancei uma ideia aqui, meio inovadora, de um breque monetário. Que no fundo é a “freada do bom senso”. Exemplo: vamos chamar esse veneno de remédio. E esse remédio monetário que está sendo utilizado não está fazendo efeito. Num hospital, o médico percebe que há uma resistência do organismo do sujeito para aquele remédio e decide brecar. E busca utilizar um outro medicamento! Então, o breque monetário é para entrar em campo o breque fiscal”, afirmou.
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu, no dia 18 de junho de 2025, aumentar a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,75% ao ano para 15% ao ano. Este é o sétimo aumento seguido na taxa. Com a decisão, a Selic alcança o maior nível desde julho de 2006.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2024, a inflação fechou 2024 em 4,83%, acima da meta de 3% estipulada pelo Banco Central para o ano. Essa meta é a variação da inflação que o Banco Central considera como saudável para a economia. Para 2025, a expectativa também é de que a inflação ultrapasse a meta do ano – que também é de 3%.
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