
O Alzheimer é a segunda doença mais associada a buscas do tipo “como cuidar de uma pessoa com” nos últimos cinco anos no Google, no Brasil. Levantamento da Sala Digital, parceria da Band com o Google, mostra que a doença só perde para a Covid-19 - que mobilizou o país (e o mundo) durante a pandemia.
Desde 2004, o Alzheimer permanece entre os termos mais procurados, ao lado de condições como depressão, esquizofrenia e dengue. A tendência mostra uma preocupação crescente de famílias que convivem com o envelhecimento e a perda de memória de entes queridos.
O que é Alzheimer e por que tanta gente tem medo da doença
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta a memória, o raciocínio e o comportamento. É progressiva e, em estágios avançados, impede que a pessoa execute até as tarefas mais simples, como comer ou tomar banho sozinha.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência. O Alzheimer representa até 70% desses casos. No Brasil, estima-se que 1,2 milhão de pessoas tenham a doença — número que deve dobrar nas próximas décadas, com o envelhecimento da população.
Diagnóstico precoce pode mudar o rumo da doença
Detectar os primeiros sinais faz diferença. O Ministério da Saúde orienta que familiares fiquem atentos a mudanças como:
O diagnóstico é clínico, com apoio de exames de imagem e testes cognitivos. Ainda não há cura, mas o tratamento medicamentoso e terapias podem desacelerar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Cuidar de quem cuida também importa
As buscas no Google revelam mais do que curiosidade: mostram a carga física e emocional enfrentada por quem convive com o Alzheimer em casa. A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) destaca que os cuidadores, muitas vezes familiares, também adoecem por sobrecarga e falta de apoio.
A rotina de cuidado envolve atenção constante, desde a administração de remédios até o monitoramento do comportamento. É comum que cuidadores enfrentem estresse, ansiedade e até depressão.
Informação é a principal aliada das famílias
Diante do desafio, o acesso à informação faz toda a diferença. Cartilhas, grupos de apoio e acompanhamento profissional ajudam a preparar emocionalmente e organizar a rotina de cuidado.
O SUS oferece acompanhamento por equipes multidisciplinares, incluindo neurologistas, psicólogos e terapeutas ocupacionais. A ABRAz disponibiliza conteúdo gratuito em seu site e realiza encontros para familiares.
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