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Prisões por tráfico internacional crescem quase 50% em um ano no Aeroporto de Guarulhos (SP)

No ano passado, a polícia prendeu, em média, uma pessoa a cada 15 horas, um aumento de 44% em relação a 2023

RODRIGO HIDALGO

16/06/2025 • 21:27 • Atualizado em 16/06/2025 • 21:27

Prisões por tráfico internacional crescem quase 50% em um ano no Aeroporto de Guarulhos (SP)
Prisões por tráfico internacional crescem quase 50% em um ano no Aeroporto de Guarulhos (SP) - Foto: Reprodução/Prefeitura de Guarulhos

Prisões por tráfico internacional cresceram quase 50% em um ano no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Nunca o maior aeroporto do país foi tão visado pelo crime organizado como agora.

Assassinato de um delator do PCC em terminal de desembarque. Drogas escondidas em malas de viagem e no estômago. Sobrevoo de drones a serviço do tráfico. Cargas de cocaína abandonadas na pista, etiquetas de bagagens trocadas por funcionários para enviar cocaína ao exterior sem o conhecimento de passageiros e funcionários corrompidos, acessos privilegiados e ações cada vez mais estratégicas.

O aeroporto internacional de Guarulhos é uma das principais rotas usadas por traficantes. No ano passado, a polícia prendeu, em média, uma pessoa a cada 15 horas, um aumento de 44% em relação a 2023.

A maioria envolveu as chamadas "mulas", pessoas recrutadas e pagas para transportar cocaína em malas ou engolir cápsulas com a droga. A Europa é o destino principal. O quilo da cocaína é vendido por até 40 mil euros, mais de R$ 250 mil.

A polícia investiga o uso de funcionários de empresas terceirizadas aliciados pelos traficantes. E a conexão de quadrilhas com grupos criminosos europeus. Nesse esquema, os funcionários terceirizados são alvos fáceis. Muitos têm acessos que facilitam o caminho da droga até o avião.

Na noite de quarta-feira (11), mais de 40 voos foram afetados depois que drones sobrevoaram o aeroporto . De acordo com as investigações, os equipamentos estavam sendo usados por criminosos para monitorar a chegada da polícia.

É que ao mesmo tempo, 160 quilos de cocaína foram abandonados por traficantes que tinham invadido uma área restrita de Cumbica. Só no ano passado, a polícia registrou 174 casos de pessoas que tentaram viajar para o exterior, com cápsulas de cocaína escondidas no estômago.

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