Brasil Urgente

Operação bloqueia R$ 40 bi do crime organizado

Valmor Racorti explica estratégia de operação realizada nesta quinta-feira (28)

Da redação

DA REDAÇÃO

28/08/2025 • 20:56 • Atualizado em 28/08/2025 • 20:56

Operação da PF contra alvos do PCC na região da Faria Lima, em SP
Operação da PF contra alvos do PCC na região da Faria Lima, em SP - Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

O coronel Valmor Racorti, comandante do Choque, detalhou, em entrevista a Joel Datena, os bastidores da operação considerada a maior já realizada contra o crime organizado no país , que ocorreu nesta quinta-feira (28) na região da Faria Lima. Segundo ele, a ofensiva, que envolveu batalhões de choque e diferentes órgãos de segurança, foi planejada ao longo de três meses e teve como foco principal a apreensão de provas e o bloqueio de recursos financeiros de organizações criminosas.

Planejamento e uso de tecnologia

Racorti afirmou que o sigilo foi um dos pilares da operação, que contou com apoio de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Para garantir o cumprimento simultâneo dos mandados, foi utilizada a ferramenta ArcGIS , tecnologia empregada em incidentes críticos no exterior, que permitiu monitorar em tempo real o deslocamento de cerca de 200 viaturas.

“Todos os locais foram programados para que, às seis horas da manhã, as quase 200 viaturas estivessem em frente aos endereços ao mesmo tempo. Se uma chegasse antes, poderia comprometer toda a operação”, explicou o coronel.

Ele destacou ainda o uso de softwares, drones e sistemas de inteligência, tanto da Polícia Militar quanto dos batalhões de choque, que contribuíram para a eficácia da ação.

Enfoque em provas e bloqueio de recursos

O coronel ressaltou que a estratégia da polícia passou por uma mudança de foco nos últimos anos. Se antes as operações miravam grandes apreensões de armas e drogas, atualmente o objetivo principal é a coleta de provas e a identificação de fluxos financeiros do crime.

“Transmitimos aos nossos operadores a importância da produção de prova: apreensão de celulares, documentos e computadores, que levam à condenação. O principal é atingir a questão financeira do crime organizado”, afirmou.

Ele revelou que apenas uma das empresas investigadas movimentou R$ 7,4 bilhões ligados ao crime. No total, os valores bloqueados devem ultrapassar R$ 40 bilhões , configurando, segundo ele, “a maior operação de combate ao crime organizado do país, tanto em número de policiais quanto em impacto financeiro”.

Ação simultânea em várias cidades

Para evitar falhas, a operação foi realizada de forma coordenada em diferentes pontos do estado de São Paulo, incluindo São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Campinas e Piracicaba. Todas as movimentações foram monitoradas a partir de um centro de comando e controle, em parceria com o Ministério Público.

“O elemento surpresa foi fundamental. O crime organizado não esperava essa proporção de cumprimento de mandados. O resultado foi extremamente positivo, com quase 100% de êxito”, disse Racorti.

O coronel finalizou destacando a atuação conjunta de diferentes órgãos: “Foi um trabalho integrado de multiagências — Gaeco, Polícia Civil, Polícia Federal, governos federal, estadual e municipal. Hoje foi um duro golpe contra o crime organizado.”

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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