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Jair Bolsonaro recebe alta hospitalar e segue para prisão domiciliar

Em conversa com jornalistas, o médico do ex-presidente confirmou que Jair Bolsonaro deve passar por um procedimento de artroscopia no ombro direito em quatro semanas

Da redação

DA REDAÇÃO

27/03/2026 • 13:16 • Atualizado em 27/03/2026 • 13:16

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar do DF Star na manhã desta sexta-feira (27) e seguirá para prisão domiciliar em Brasília. A informação foi confirmada pelo médico do político, doutor Brasil Caiado.

Em conversa com jornalistas, o médico do ex-presidente confirmou que Jair Bolsonaro passará por um procedimento de artroscopia no ombro direito . A previsão é que a cirurgia seja realizada no fim de abril.

“Nos últimos dois dias, nos dedicamos muito a avaliação do ombro, justamente para aproveitar que ele estava no hospital, otimizar toda a necessidade de exames e, também, discussões médicas. A nossa previsão é que se faça essa cirurgia em um período de quatro semanas”, disse o médico Brasil Caiado.

“Eu estimo que no final do mês de abril ele, provavelmente, retornará com tudo organizado para o procedimento cirurgico de artroscopia no ombro direito”, completou.

Segundo Brasil Caiado, as últimas 24 horas de Jair Bolsonaro no hospital não tiveram intercorrências, mas na quarta-feira (25) ele apresentou um pico hipertensivo que foi ajustado com medicação.

Jair Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star em 13 de março , com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

Ele chegou à unidade hospitalar socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados , e estava detido na Papudinha, prédio no Complexo Penitenciário da Papuda.

Prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na tarde desta terça-feira (24), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja transferido para a prisão domiciliar, após passar quatro meses preso em penitenciária federal . A decisão, fundamentada nos artigos 21 e 341 do Regimento Interno do STF, estabelece um prazo inicial de 90 dias para o cumprimento da medida, contados a partir da data de alta hospitalar do ex-presidente.

A manifestação da PGR, enviada nesta segunda-feira (23), foi favorável à alteração no regime de custódia devido aos problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente , que permanece internado no hospital DF Star, em Brasília , para o tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral.

Para usufruir do benefício, Bolsonaro deverá cumprir uma série de medidas cautelares rigorosas. O ex-presidente será monitorado por tornozeleira eletrônica e o raio de inclusão será limitado estritamente ao seu endereço residencial.

A fiscalização da prisão domiciliar ficará sob responsabilidade do Comando da Papudinha, que deverá monitorar o cumprimento das medidas e produzir relatórios semanais sobre a custódia. A decisão de Moraes também veta, de forma expressa, a realização de acampamentos ou manifestações em um raio de um quilômetro de distância da residência do ex-presidente.

Restrições de comunicação e visitas

A decisão impõe isolamento digital e de comunicação ao ex-presidente, que está proibido de utilizar celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja diretamente ou por terceiros. Também está vetado o uso de redes sociais e a gravação de vídeos ou áudios.

Quanto às visitas, o ministro determinou a suspensão por 90 dias e autorizou apenas a presença dos filhos — Flávio, Carlos e Jair Renan — com restrições de horário. Os encontros deverão ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, em períodos específicos entre 8h e 16h. Os visitantes deverão passar por vistoria prévia e deixar aparelhos eletrônicos com os agentes responsáveis pela segurança no local.

Por outro lado, o ministro autorizou que os seguranças pessoais de Bolsonaro, direito previsto em lei para ex-mandatários, retomem suas atividades regulares. Os agentes poderão acompanhar o custodiado durante o período de recuperação domiciliar, respeitando as normas de segurança e as restrições de comunicação impostas pela Justiça.

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