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Moradores de São Paulo reclamam de preços de contas de gás; concessionária nega aumento

Clientes viram valores residenciais superarem R$ 1 mil em poucos meses

IGOR CALIAN

29/08/2025 • 12:21 • Atualizado em 29/08/2025 • 12:21

É do chuveiro e do fogão que vem o consumo de gás do apartamento de Cássio da Silva Cardoso Teixeira em São Paulo. Mesmo sem nenhum grande aumento no uso, em agosto, o valor da conta assustou o administrador de empresas.

“Nós moramos em três pessoas. São dois adultos e uma criança. A gente costuma pagar, em média, entre R$ 160 e R$ 180 de gás por mês. Nos meses de inverno, essa conta aumente um pouco”, contou Cássio. “Mas nesse último mês, em agosto, a conta veio R$ 270. Um aumento fora da escala.”

O aumento de Cássio pesa no bolso, mas não é o único. No mesmo condomínio, o vizinho Wagner Florido, que é síndico do prédio, pagou R$ 98,12 em abril, viu a conta de agosto chegar no valor de R$ 285,66. Uma outa vizinha levou um susto com a conta de R$ 541,49 em julho, antes de uma tarifa de R$ 1.005,91 em agosto.

Em nota, a Comgas informou que a tarifa da conta de gás não é reajustada desde 2024. No entanto, as reclamações de valores altos em São Paulo são recorrentes.

A justificativa da Comgas, empresa responsável pela distribuição de gás encanado em São Paulo, foi a mesma para todos os moradores: de que não foi possível medir o consumo em agosto.

No entanto, de acordo com a administração do prédio, todos os relógios estão funcionando perfeitamente. Todos os meses, um funcionário vai ao local para fazer a medição – inclusive em agosto. O síndico Wagner Florido acumula reclamações e tenta resolver o problema.

“A gente aguarda agora que os órgãos competentes – Procon e etc – tomem uma providência, porque infelizmente as pessoas, para pagar R$ 1 mil de conta de gás, como em alguns casos aqui, o pessoal já não sabe o que fazer”, disse.

Veja o posicionamento da Comgás

Temos dedicado esforços para dar uma rápida resposta a todos os clientes que entram em contato pelos nossos canais oficiais. Reforçamos nossa equipe no início do inverno, quando o consumo de gás residencial tende a aumentar, e dobramos o número de profissionais dedicados a esse tipo de atendimento.

Buscamos compreender cada caso individualmente, pois diversos fatores podem influenciar o valor da conta de gás — como o frio intenso, mudanças nos hábitos de consumo, troca ou falta de manutenção de equipamentos, encerramento de condições contratuais com prazo determinado, leitura pela média de consumo dentro dos parâmetros estabelecidos pela Arsesp, entre outros. Reafirmamos nosso compromisso de atender, analisar e esclarecer todas as solicitações que chegam por meio dos nossos canais.

É importante ressaltar que estamos passando por um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos, e que as baixas temperaturas podem ter impacto significativo sobre o consumo de gás. Por isso, realizamos campanhas de comunicação com o objetivo de orientar os clientes sobre o consumo consciente de gás no inverno. Na área de concessão da Comgás, o mês de julho registrou a menor temperatura média e o maior consumo de gás encanado residencial dos últimos anos.

Por fim, informamos que a tarifa da conta de gás permanece sem reajuste desde dezembro de 2024.

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