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Alckmin se reúne com Alcolumbre para definir senadores que vão negociar ‘tarifaço’ nos EUA

Envio de uma missão parlamentar aos Estados Unidos como reação à tarifa foi aprovada pelo Senado nesta terça-feira (15) e deve acontecer entre os dias 29 e 31 de julho

THAYANE MELO E TÚLIO AMÂNCIO

16/07/2025 • 12:37 • Atualizado em 16/07/2025 • 12:37

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin - Foto: Marcos Corrêa/PR

O vice-presidente Geraldo Alckmin se reúne com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para definir quais senadores vão para os Estados Unidos tentar negociar o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre importações de produtos brasileiros.

O envio de uma missão parlamentar aos Estados Unidos como reação à tarifa foi aprovada pelo Senado nesta terça-feira (15) e deve acontecer entre os dias 29 e 31 de julho. A proposta foi apresentada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores.

A reportagem da Band Brasília apurou que Davi Alcolumbre quer dois parlamentares da base do governo e outros dois da oposição. O senador Marcos Pontes já falou com o presidente do Senado e pediu para ir, dizendo que tem articulação com os norte-americanos.

Aprovação da missão

Aprovado por unanimidade no Plenário do Senado, o requerimento formaliza a criação de uma comissão externa temporária, com quatro senadores titulares, para manter interlocução direta com o Congresso norte-americano. Os nomes serão definidos pelos presidentes da CRE e do Senado.

A primeira atividade será em Washington, no fim de julho. O senador Nelsinho Trad também defendeu a prorrogação do prazo de entrada em vigor da tarifa, previsto para 1º de agosto, como forma de reduzir a temperatura e permitir espaço para negociação.

Segundo ele, cinco frigoríficos de Mato Grosso do Sul já suspenderam a produção destinada ao mercado americano, o que pode causar demissões e prejuízos em toda a cadeia produtiva.

“Não é só o Brasil que perde com isso. O superávit comercial é dos Estados Unidos. Empresário precisa de previsibilidade e segurança jurídica. Nenhuma cidade, nenhum estado se desenvolve sem isso”, afirmou.

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