Jornalismo

Base de Lula quer indiciamento de Bolsonaro e Flávio na CPMI do INSS

Petistas vão apresentar voto em separado para barrar pedido de prisão de Lulinha e ampliar lista de investigados na comissão do INSS

Da redação

DA REDAÇÃO

27/03/2026 • 19:59 • Atualizado em 27/03/2026 • 20:06

CPMI do INSS
CPMI do INSS - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Os deputados federais Alencar Santana (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) anunciaram nesta sexta-feira (27) que irão propor o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e do ex-ministro Onyx Lorenzoni na CPMI do INSS, em Brasília.

A articulação da base governista prevê a apresentação de um voto em separado para substituir o relatório do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto alternativo deve mirar adversários políticos do governo Luiz Inácio Lula da Silva e ampliar a lista de nomes a serem responsabilizados.

O documento também propõe indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro como comandante de uma suposta organização criminosa que fraudou descontos associativos do INSS.

Base governista reage a relatório

O governo pretende votar contra o parecer de Gaspar, que pede o indiciamento e a prisão preventiva de Fábio Luís da Silva, o Lulinha , filho mais velho do presidente. Os parlamentares petistas classificam o relatório como “político partidário e ideológico, para propaganda eleitoral”.

Eles também criticam a ausência de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre os alvos. “Um relatório que não indicia o Zettel não tem validade, no nosso entendimento. Zettel é sócio do Vorcaro e está sendo blindado desde o início da CPMI, porque ele deu R$ 5 milhões para o Bolsonaro e Tarcísio de Freitas”, afirmou Rogério Correia.

Ligações usadas para atingir Flávio Bolsonaro

Segundo integrantes do PT na comissão, a relação societária e familiar envolvendo aliados do senador sustenta o pedido de indiciamento de Flávio Bolsonaro. Eles citam Letícia Caetano dos Reis, sócia do parlamentar em um escritório de advocacia, e o parentesco dela com o irmão, Alexandre Caetano dos Reis.

Na avaliação dos petistas, o fato de Alexandre ter sido sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, é suficiente para que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro seja incluído entre os investigados no relatório alternativo.

Onyx incluído por atuação de filho em entidade de aposentados

O voto em separado também deve pedir o indiciamento de Onyx Lorenzoni. Os deputados apontam a prestação de serviços de advocacia de Pietro Lorenzoni, filho do ex-ministro, à União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap), entidade investigada por suspeita de descontos ilegais em benefícios de aposentados do INSS.

O pedido de indiciamento de Flávio Bolsonaro, Onyx Lorenzoni e de outros nomes será formalizado em texto alternativo ao relatório de Alfredo Gaspar, que ainda será discutido e votado pelos integrantes da CPMI do INSS.

Com informações do Estadão Conteúdo

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