Jornalismo

Barroso: não creio que resultado do julgamento de Bolsonaro no plenário do STF seria diferente

Presidente do STF afirmou ainda que o ‘voto amplamente divergente’ do ministro Luiz Fux em relação à condenação de Bolsonaro demonstra ‘que a independência judicial é plena’

ESTADÃO CONTEÚDO

23/09/2025 • 10:34 • Atualizado em 23/09/2025 • 10:39

Luís Roberto Barroso, ministro do STF
Luís Roberto Barroso, ministro do STF - Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse acreditar que o resultado do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria sido "muito diferente" se tivesse ocorrido no plenário da Corte, e não na Primeira Turma.

"A regra técnica pelo regimento era o julgamento pela Turma. De fato, a Turma poderia ter encaminhado para o pleno, mas isso é que seria atípico. Mas aqui, para ser sincero, eu acho que, embora essa fosse uma reivindicação de muitos segmentos, eu não acho que chegaria a um resultado muito diferente", disse Barroso, em entrevista aoRoda Vida, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira, 22.

Barroso afirmou ainda que o "voto amplamente divergente" do ministro Luiz Fux em relação à condenação de Bolsonaro demonstra "que a independência judicial é plena, cada um vota de acordo com a sua consciência".

De acordo com Barroso, o voto de Fux "espelhou, e acho que talvez tenha sido bom, a visão de uma parte da sociedade brasileira".

"Às vezes é bom você ter a vocalização do sentimento de todos os segmentos da sociedade. Eu acho que possivelmente o ministro Fux fez isso, ele vocalizou o sentimento de uma parte da sociedade. Não quer dizer que eu concorde, mas eu não preciso concordar com as pessoas para respeitar o direito delas", afirmou Barroso na entrevista.

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