Jornalismo

Ali Khamenei está vivo "até onde eu sei", diz chanceler iraniano

Mais cedo, o Canal 12 de Israel havia informado, citando fontes anônimas, que a avaliação preliminar israelense indicava que Khamenei estaria “provavelmente morto”

Da redação

DA REDAÇÃO

28/02/2026 • 17:14 • Atualizado em 28/02/2026 • 17:14

Abbas Araghchi
Abbas Araghchi - Foto: REUTERS/Pierre Albouy

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do país, Ali Khamenei , está vivo após os ataques coordenados realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

“Até onde eu sei”, declarou Araghchi em entrevista à emissora americana NBC News, Khamenei permanece em segurança. Segundo o chanceler, os principais integrantes do regime também sobreviveram aos bombardeios. “Todos os oficiais de alto escalão estão vivos. Todos estão agora em suas posições. Estamos lidando com essa situação. Está tudo bem”, afirmou. Ele reconheceu, no entanto, a morte de dois comandantes militares.

Mais cedo, o Canal 12 de Israel havia informado, citando fontes anônimas, que a avaliação preliminar israelense indicava que Khamenei estaria “provavelmente morto” após os ataque s. Um bombardeio teria ocorrido nas proximidades de seus escritórios, mas, de acordo com uma fonte ouvida pela agência Reuters, o líder supremo não estava em Teerã no momento, pois teria sido transferido para um local seguro. A imprensa estatal iraniana também informou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.

Escalada militar

As declarações do chanceler foram dadas horas após uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra alvos em território iraniano. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a ação teve como objetivo defender o povo dos EUA. Já o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o país.

Em resposta, forças iranianas lançaram mísseis contra Israel e também anunciaram ataques a bases militares americanas no Oriente Médio. O espaço aéreo israelense foi fechado imediatamente, e sirenes de alerta soaram no norte do país. Segundo as Forças Armadas israelenses, a Força Aérea interceptou parte dos projéteis. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar as ameaças”, informaram os militares.

Explosões também foram registradas em ao menos quatro cidades iranianas: Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, além da capital Teerã. As autoridades suspenderam o tráfego aéreo no país, enquanto serviços de telefonia e internet apresentaram falhas, segundo relatos de jornalistas locais.

De acordo com a imprensa iraniana, um ataque israelense atingiu uma escola primária no sul do país e deixou mais de 50 mortos. Meninas estariam entre as vítimas. As informações ainda não foram confirmadas por fontes independentes.

Mortes de comandantes e apelo à ONU

Araghchi confirmou a morte de dois comandantes, mas minimizou o impacto das perdas. “Podemos ter perdido alguns comandantes, mas isso não é um grande problema”, disse. A agência Reuters, citando fontes militares, informou que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, teriam morrido nos ataques — informação que ainda aguarda confirmação oficial.

O chanceler iraniano afirmou ainda que o país está interessado em uma desescalada do conflito, mas que não mantém contato com os Estados Unidos no momento. Segundo ele, Teerã vê possibilidade de um acordo que assegure que o programa nuclear iraniano tenha fins exclusivamente pacíficos, mas aguarda o fim dos ataques para retomar negociações.

Em conversa telefônica com seu homólogo russo, Araghchi destacou “a importância de a comunidade internacional, especialmente o Conselho de Segurança da ONU, tomar medidas decisivas para interromper as ações agressivas e responsabilizar os criminosos”, segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

O líder supremo deve fazer um pronunciamento em breve, de acordo com a emissora iraniana Al-Alam.

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