O Jornalismo da Band Minas teve acesso, com exclusividade, à foto da arma usada no assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes , de 44 anos, morto no último dia 11 no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. O armamento é uma pistola Glock G25, calibre .380, apreendida na casa do suspeito, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior . A arma pertence à esposa de Renê, a delegada Ana Paula Balbino.As pistolas Glock funcionam com um sistema chamadoSafe Action, que reúne três travas de segurança automáticas. Essas travas só são liberadas quando o gatilho é acionado, o que permite o disparo.
De acordo com o especialista consultado pela Band Minas , diferentemente de outras armas, a Glock não opera nem no modo de ação simples nem no de ação dupla, mas em um mecanismo próprio, com o percussor pré-engatilhado, que deixa a arma pronta para disparar com menor esforço no gatilho.Segundo Renê em depoimento, a confusão começou após uma discussão com a motorista de um caminhão de lixo. Ele contou que foi hostilizado por um dos garis e que, ao descer do carro com a arma em punho, a pistola disparou.
“Um deles disse: ameaçar mulher é fácil, quero ver fazer isso com um homem’. Desci do carro com a arma em punho, apontada para o chão, e falei: ‘Quer resolver na mão, bicho?’. Foi nesse momento que a arma disparou”, declarou o assassino confesso.Renê Junior afirmou que não mirou em ninguém e que sequer percebeu que Laudemir havia sido baleado. “Se tivesse visto, teria prestado assistência. Achei que responderia no máximo por porte ilegal de arma”, disse.
O empresário permanece detido no Presídio de Caeté e vai responder pelos crimes de ameaça e homicídio qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima .
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