Jornalismo

Páscoa aquece turismo religioso em São Paulo além de Aparecida

Estado reúne mais de 400 atrações e aposta em rotas de fé para além de devotos no feriado

Da redação

DA REDAÇÃO

25/03/2026 • 20:49 • Atualizado em 25/03/2026 • 20:49

Santuário Nacional de Aparecida está entre os guias de turismo religioso de São Paulo
Santuário Nacional de Aparecida está entre os guias de turismo religioso de São Paulo - Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Com a Sexta-feira Santa em 3 de abril e a Páscoa no dia 5, o turismo religioso em São Paulo ganha impulso e amplia rotas para além de Aparecida, no interior paulista. Guias oficiais detalham centenas de atrações religiosas e culturais de diferentes crenças e incluem opções voltadas também a não devotos .

O movimento marca uma mudança no perfil desse tipo de viagem. Tradicionalmente concentrado no catolicismo, o turismo religioso paulista agora inclui templos budistas, mesquitas, museus judaicos e terreiros , ampliando a diversidade de experiências.

Aparecida segue como principal destino. A cidade recebe cerca de 12 milhões de visitantes por ano e abriga o maior templo mariano do mundo , mantendo o protagonismo no setor. O roteiro inclui ainda cidades como Guaratinguetá e Cachoeira Paulista, na região do Vale do Paraíba, além de rotas de peregrinação como o Caminho da Fé e a Rota da Luz.

Na capital, o Templo de Salomão se consolidou como um dos pontos mais estruturados para visitação. O espaço oferece percurso guiado por ambientes temáticos inspirados em Jerusalém, em uma experiência que mistura fé e turismo organizado .

O roteiro judaico aposta na memória e na cultura. Museus e memoriais em São Paulo apresentam exposições sobre imigração, tradições e o Holocausto , ampliando o interesse para além da prática religiosa.

Entre as religiões orientais, o Templo Zu Lai, em Cotia (Grande SP), é um dos principais atrativos. Considerado o maior templo budista da América do Sul, o local atrai visitantes pela arquitetura e pelo caráter contemplativo .

Outro destaque é a Fazenda Nova Gokula, em Pindamonhangaba (SP). O espaço combina espiritualidade, natureza e retiro, com práticas como yoga, alimentação vegetariana e terapias ayurvédicas .

O roteiro também inclui destinos ligados ao islamismo e às religiões de matriz africana e indígena. Mesquitas, terreiros e comunidades tradicionais aparecem como espaços de fé, ação social e preservação cultural , ampliando a visibilidade de tradições historicamente fora do circuito turístico.

O avanço desse segmento acompanha o crescimento da demanda. O turismo religioso movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no Brasil e atrai 17,7 milhões de viajantes , segundo o Ministério do Turismo.

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