Esportes

Zubeldía critica gramados sintéticos no Brasil: "É cruel"

Treinador do Fluminense relacionou o uso da grama sintética a lesões de jogadores

Da redação

DA REDAÇÃO

14/03/2026 • 19:00 • Atualizado em 14/03/2026 • 19:12

Gramado sintético do estádio Nilton Santos, do Botafogo
Gramado sintético do estádio Nilton Santos, do Botafogo - Foto: Vitor Silva/Botafogo FR

O técnico do Fluminense , Luis Zubeldía , subiu o tom contra o uso de gramados artificiais no futebol brasileiro. Em entrevista ao jornal argentinoOlé, o treinador classificou o impacto desse tipo de piso como "cruel" para a saúde dos atletas e revelou que o gramado sintético tem sido um vilão na rotina de desfalques do Tricolor .

"Estatisticamente é cruel: toda vez tenho jogadores lesionados", disparou o treinador, ligando diretamente o piso às contusões em estádios com gramado sintético.

Dores e diferenças dos gramados

Para Zubeldía, o problema vai além das lesões agudas. O comandante tricolor explicou que as partidas disputadas em campos artificiais deixam sequelas que os jogadores carregam ao longo de toda a temporada, afetando a performance e a longevidade física.

"Os jogadores começam a ter dores de costas, cintura e joelho", disse o treinador, ao comentar os efeitos do piso artificial após partidas disputadas nesse tipo de gramado.

Diferença entre estádios: Zubeldía comparou o gramado do Botafogo (Nilton Santos), que considera mais alto e parecido com o natural, com o do Palmeiras (Allianz Parque), que descreveu como "um tapete" .

Show acima do futebol?

O treinador argentino também questionou as motivações para a implementação dessas superfícies no Brasil. Para ele, a saúde dos jogadores tem ficado em segundo plano diante de interesses financeiros e estruturais das arenas.

"São decisões econômicas: fazem para aproveitar os estádios para shows ou por falta de sol por causa do tamanho dos tetos", afirmou Zubeldía.

O debate que divide o Brasil

A declaração de Zubeldía coloca lenha na fogueira de uma discussão que divide opiniões entre as comissões técnicas do país.

Enquanto clubes como Palmeiras e Botafogo defendem a tecnologia pela padronização e viabilidade do estádio, outros treinadores e dirigentes frequentemente apontam o desgaste físico excessivo em relação à grama natural.

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