Jogo Aberto

Robinho na cadeia: "Nunca tive nenhum tipo de liderança"

Ex-atacante falou sobre as atividades que realiza, inclusive jogar futebol

Da redação

DA REDAÇÃO

29/10/2025 • 00:40 • Atualizado em 29/10/2025 • 00:51

Robinho preso
Robinho preso - Foto: Reprodução

O ex-jogador Robinho está preso desde 2024 em Tremembé , depois de ser condenado por estupro. Nesta semana, ele falou sobre a rotina na prisão, em vídeo divulgado pelo Conselho Comunidade de Taubaté. Ele disse que existem mentiras sobre a estadia dele na cadeia.

"Nunca tive nenhum tipo de liderança aqui. Aqui quem manda são os guardas. A visita é igual para todo mundo. As mentiras que têm saído, de que sou liderança ou que eu tenho problema psicológico, nunca tive isso. Nunca tive que tomar remédio, graças a Deus. Apesar da dificuldade que é estar numa penitenciária, normal, sempre tive uma cabeça boa e estou fazendo tudo aquilo que todos reeducandos também podem fazer. A alimentação, o horário que durmo, é tudo igual aos outros reeducandos. Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente", afirmou Robinho.

O Conselho Comunidade de Taubaté é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 2013 por Sueli Zeraik, juíza da corregedora da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté.

Robinho também falou sobre as atividades que realiza na cadeira, inclusive jogar futebol: "Na hora do meu trabalho, faço tudo aqui que todos os outros reeducandos também são possíveis de fazer. Quando a gente quer jogar um futebol, é liberado, quando não tem trabalho no dia de domingo".

Relembre o caso

Robinho foi condenado por estupro de uma jovem albanesa, na Itália, em 2013, quando atuava pelo Milan. O caso aconteceu em uma boate italiana, e outros cinco amigos do ex-jogador também estavam envolvidos. Um deles, Roberto Falco, também está preso. Outros quatro não foram julgados.

Na Itália, Robinho tentou recorrer da decisão da Justiça, mas foi condenado nas três instâncias. A última - e definitiva - foi em 2022. Nesta época, ele já tinha retornado ao Brasil. Por conta disso, o Ministério de Justiça da Itália fez um pedido de extradição ao Brasil, ou seja, que o governo enviasse o jogador de volta para a Itália.

Como o País não extradita cidadãos brasileiros, a Justiça italiana pediu, então, que a sentença de nove anos de prisão fosse cumprida no Brasil.

Com Estadão Conteúdo

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