Esportes

Veja valores do negócio entre Palmeiras e América por Raphael Veiga

Trabalhando com o dólar americano, futebol do México movimenta 3 bilhões

Da redação

DA REDAÇÃO

02/02/2026 • 11:20 • Atualizado em 02/02/2026 • 11:33

Veiga comemora gol do Palmeiras
Veiga comemora gol do Palmeiras - Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Acertado com o América, do México, o meia Raphael Veiga custará 1,5 milhão de dólares (cerca de R$ 8 milhões) a serem pagos ao Palmeiras pelo empréstimo do atleta até o fim do ano, com uma opção de compra fixada em US$ 6 milhões (R$ 32 milhões).

Veiga se junta a outros 17 brasileiros que atuam no país, em um mercado que movimenta aproximadamente 3 bilhões de dólares, de acordo com dados da última temporada divulgados pela plataforma El Míster.

Fortalecimento financeiro e governança

A chegada de Veiga reflete o poder de contratação da Liga MX, que apresenta um salário médio anual de US$ 402 mil. O crescimento econômico do setor é impulsionado por investimentos de empresas de private equity, como a Apollo Global Management, que propôs um aporte de US$ 1,25 bilhão em troca de lucros futuros. Além disso, a liga passa por uma reestruturação para eliminar participações cruzadas entre donos de clubes, atendendo às normas de integridade da Fifa.

""O fato de trabalharem com a moeda americana é um diferencial no mercado", explica Ivan Martinho, professor de marketing esportivo."

No América, o meia terá a companhia do volante Rodrigo Dourado, ex-Internacional, em uma liga que conta atualmente com 172 jogadores estrangeiros.

Expansão e relação com a MLS

O intercâmbio entre o futebol mexicano e o norte-americano, fortalecido pela Leagues Cup, tem elevado a audiência e o interesse comercial na região. Existe, inclusive, um movimento para o retorno de equipes do México e dos Estados Unidos à Copa Libertadores.

Para especialistas, a entrada desses mercados na competição sul-americana ampliaria a exposição internacional e atrairia novos patrocinadores globais. "A entrada de clubes desses países abriria novas frentes de receita em direitos comerciais e hospitalidade", avalia Joaquim Lo Prete, da agência Absolut Sport.

Com informações da Estadão Conteúdo

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