Esportes

Quem seriam os convocados da Seleção se a lista fosse feita com base no Google Trends?

Levantamento exclusivo da Sala Digital revela os nomes que despertaram maior curiosidade nas semanas que antecedem a estreia de Ancelotti na Seleção

Babi Fava

BABI FAVA

22/05/2025 • 18:31 • Atualizado em 22/05/2025 • 18:31

- Foto: REUTERS/Juan Medina

Na próxima segunda-feira (26), Carlo Ancelotti fará a sua estreia oficial como técnico da Seleção Brasileira ao anunciar a primeira convocação sob seu comando. Porém, antes mesmo do anúncio, a internet já mostrou a sua voz — e não foi pouca conversa.

Um levantamento exclusivo da Sala Digital, parceria da Band com o Google, mapeou quais nomes de jogadores mais despertaram interesse de busca nas últimas semanas. A análise vai além da simples curiosidade: reflete o sentimento do torcedor, suas expectativas, nostalgias e até seus questionamentos sobre o futuro da equipe.

Os dados consideram pesquisas relacionadas à Seleção, convocação e aos jogadores indicados nas listas preliminares que vazaram após a CBF enviar uma pré-lista com até 55 nomes para a FIFA, em 18 de maio.

Neymar segue como o protagonista absoluto

Com ou sem chuteira, Neymar mantém seu status de maior foco de atenção entre os torcedores brasileiros. A pergunta “Neymar vai ser convocado?” domina com folga as buscas relacionadas à Seleção, segundo os dados do Google Trends.

O camisa 10 permanece, independentemente da sua forma física ou da temporada irregular, no centro do debate — prova do peso e da influência que exerce no futebol nacional e internacional.

Casemiro, Richarlison e a “ressurreição” do armador clássico

Jogadores consolidados como Casemiro e Richarlison também lideram as buscas, reforçando a expectativa por nomes já conhecidos e consolidados no cenário internacional.

Porém, surpreendem dois nomes que ressurgem na preferência popular: Alan Patrick, do Internacional, e Oscar, do São Paulo — ambos armadores clássicos, que já foram protagonistas no passado recente, mas hoje vivem momentos mais discretos na carreira.

Esse interesse aponta para uma demanda do torcedor por um meio-campo mais criativo e articulador, uma característica que a Seleção brasileira não exibe com frequência desde a aposentadoria de grandes meias de criação. A preferência por esses jogadores pode ser interpretada como uma insatisfação com o perfil atual da equipe, que tem privilegiado volantes fortes e pontas abertos, deixando o papel de organizador menos presente.

Igor Paixão e as apostas “fora do radar”

Entre os nomes que mais cresceram em volume de buscas na última semana está o de Igor Paixão. Atualmente, o atacante de 24 anos é vice-artilheiro do Campeonato Holandês pelo Feyenoord — e se destaca. Nunca convocado para a seleção principal, seu nome ganhou atenção após o vazamento da lista, despertando curiosidade sobre seu perfil em cenário internacional, rendimento e capacidade de agregar à equipe.

Outros nomes pouco conhecidos do grande público, como Dodô (lateral da Fiorentina) e Andrey (meia do Strasbourg), também registraram picos de buscas, mostrando que o torcedor está atento às novas possibilidades e aberto a surpresas.

A ausência dos jovens e o debate sobre Endrick

A ausência de nomes como Estevão, Endrick, Yuri Alberto e Antony na pré-lista vazada provocou reações intensas entre os torcedores e gerou um volume significativo de buscas.

Endrick, em especial, é um caso emblemático: contratado recentemente pelo Real Madrid, clube comandado por Ancelotti, o jovem atacante ainda tem poucas chances de protagonismo na Espanha. O torcedor brasileiro se questiona se o técnico italiano dará ao atleta mais oportunidades na Seleção do que tem concedido no clube europeu. Entretando, com uma lesão confirmada pelo próprio clube, ele está oficialmente fora do Mundial de Clubes e do radar da Seleção.

Os números das buscas no Google mostram mais que nomes em alta: são um retrato das expectativas, dúvidas e desejos do torcedor brasileiro. Entre a saudade dos clássicos meias armadores, a ansiedade por novos talentos e o eterno fascínio pelos craques consagrados, o público expõe um anseio por equilíbrio entre tradição e inovação.

Se a convocação de Ancelotti seguir esse roteiro, a Seleção poderá apresentar uma mistura de experiência, juventude promissora e estilos diversos — a receita ideal para renovar o futebol brasileiro rumo à Copa do Mundo. Na próxima segunda, saberemos se o técnico italiano vai atender a esse clamor da torcida ou abrir um caminho totalmente novo para a amarelinha.

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