
O Brasil conquistou, pela primeira vez na história, uma medalha em Jogos Olímpicos de Inverno - e logo de cara com um ouro. O responsável pelo feito foi Lucas Pinheiro Braathen, vencedor na final masculina do esqui alpine - slalom gigante em Milão-Cortina 2026.
Na decisão deste sábado (14), Braathen totalizou 2:25.00 na somatória das duas descidas. Marco Odermatt (Suíça) foi o segundo colocado a 0.58, enquanto Loic Meillard (Suíça) ficou a 1.17 e completou o pódio com o bronze. Odermatt vinha do ouro em Pequim-2022.
O brasileiro já havia liderado a primeira descida com o tempo de 1:13.92, superando três rivais da Suíça: Marco Odermatt (1:14.87), Loic Meillard (1:15.49) e Thomas Tumler (1:15.81). Com isso, conquistou uma boa vantagem para a segunda descida.
Até então, a melhor performance do Brasil em Olimpíadas de Inverno havia vindo em Turim-2006, quando Isabel Clark venceu a Final C do snowboard cross feminino e ficou com o nono lugar. Até então, havia sido também o melhor resultado da América Latina em uma Olimpíada de Inverno.
O fenômeno do esqui alpino
Lucas Pinheiro Braathen é considerado o maior fenômeno da história dos esportes de neve para o Brasil. A decisão de representar o país de sua mãe ocorreu após uma trajetória de sucesso pela equipe da Noruega, onde treinava até 2023.
O retorno ao esporte sob a bandeira brasileira transformou o esquiador em um símbolo de renovação para a modalidade no país, ocupando posições de destaque, como líder ou vice-líder, nos rankings mundiais de sua categoria.
A performance consistente do atleta nas últimas temporadas o coloca em uma posição estratégica. Especialista em provas técnicas, ele combina a precisão exigida pelo Slalom com a velocidade necessária para o Slalom Gigante. Para a comissão técnica e analistas esportivos, a presença de Braathen nos Jogos não é apenas participativa, mas focada diretamente na disputa pelo topo do pódio.
Programação e principais desafios
Para alcançar o pódio inédito, o esquiador superou adversários de elite. Entre os principais rivais estavam o austríaco Manuel Feller e o experiente Marcel Hirscher, que agora representa a Holanda, mas é reconhecido como o mestre da técnica.
Além deles, o suíço Marco Odermatt e o norueguês Henrik Kristoffersen — seu ex-companheiro de equipe — aparecem como obstáculos diretos na busca pelo ouro olímpico.
Análise do favoritismo
O favoritismo de Braathen é sustentado por sua regularidade técnica. Diferente de outros ciclos olímpicos, o Brasil chega a 2026 com um competidor que já domina as etapas da Copa do Mundo. A transição da federação norueguesa para a brasileira não diminuiu seu ritmo; ao contrário, o atleta parece ter encontrado uma motivação extra ao carregar a bandeira verde e amarela nas montanhas italianas.
A expectativa foi que a experiência de Lucas, somada ao conhecimento profundo do estilo de seus antigos parceiros noruegueses, servisse como vantagem estratégica nas descidas em Bormio. Esquiador também é o primeiro sul-americano a subir ao pódio em uma edição de inverno.
Lucas ainda pode ganhar mais uma medalha
Lucas Braathen ainda compete na segunda-feira (16), pelo Slalom masculino. Há esperança de uma segunda medalha para o brasileiro.
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