Durante a edição desta terça-feira (19) de Os Donos da Bola , Neymar foi apontado como figura central da crise que atinge o Santos. No debate conduzido por Craque Neto , com participações de Souza , Leandro Quesada e Paulo do Valle , os comentaristas criticaram a postura do camisa 10 dentro e fora de campo e afirmaram que o jogador tem influência direta nas decisões do clube.
“Esse é o efeito Neymar. Tenho certeza que o Santos não treinou por conta dele. Porque é o Neymar que manda no Santos”, afirmou Paulo do Valle ao comentar os dois dias de folga dados ao elenco após a derrota por 6 a 0 para o Vasco.
Souza seguiu na mesma linha e condenou a ausência de treinos no dia seguinte à goleada: “Time tomar 6 e dar dois dias de folga, isso não existe”. Neto completou: “Se fosse o Corinthians e tivesse perdido de 6 a 0, a gente ia estar falando que o preparador físico é morto, que não tem dirigente, que o técnico não trabalha”.
Além da crítica à ausência de treinos, o programa apontou Neymar como influente na contratação e na demissão do técnico Cléber Xavier. “O Neymar contratou o Cléber Xavier e provavelmente deve ter dado o aval pra mandar embora”, acusou Paulo do Valle.
Os comentaristas também questionaram a liderança de Neymar. Para Quesada, “sem o Neymar, o Santos cai. Com o Neymar, é a única chance de permanecer na primeira divisão”. Já Souza alertou: “Com Neymar ou sem Neymar, o time vai brigar pra não cair. É desorganizado e troca de treinador toda hora”.
Ao longo do debate, Neto ironizou o choro de Neymar após a goleada e criticou sua atitude ao dar entrevista antes de qualquer outro integrante do elenco: “Ele sai sozinho, é o primeiro da entrevista, e o treinador já tinha caído. Só o treinador”.
Críticas após folga ao elenco
O debate sobre a influência de Neymar se intensificou diante da decisão do Santos de liberar o elenco por dois dias após a goleada sofrida para o Vasco. A medida foi amplamente reprovada pelos comentaristas do programa.
“Parece que não aconteceu nada”, disse Neto. “Se fosse o Corinthians, ia ter treino no dia seguinte e cobrança pesada”.
Souza comparou com o São Paulo: “São Paulo jogou sábado, chegou 3h da manhã, e domingo de manhã já tinha treino”. Paulo do Valle completou: “Tomar seis e ter dois dias de folga? Tinha que estar todo mundo treinando na manhã seguinte”.
A permissividade, segundo os participantes, reforça a ideia de que o Santos perdeu o controle do vestiário. Para o grupo, a influência de Neymar nos bastidores e o tratamento diferenciado ao elenco são fatores que contribuem para a instabilidade do clube, que segue ameaçado de rebaixamento no Brasileirão.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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