Em meio a turbulências financeiras, disputas políticas internas e o “transfer ban” imposto pela Fifa, que exige o pagamento de mais de R$ 40 milhões para liberar o clube no mercado, o Corinthians encontrou uma nova esperança em casa: Guilherme William Silva Inacio, o Gui Negão , de apenas 18 anos.
Formado no Terrão desde os 9, o atacante assumiu a posição de centroavante titular durante o afastamento de Yuri Alberto por cirurgia. A resposta veio rápido: três gols em três jogos seguidos, contra Bahia, Vasco e Athletico-PR pela Copa do Brasil . O gol da vitória por 1 a 0 sobre o time paranaense virou símbolo de resistência e esperança para a Fiel.
Os dados da Sala Digital, baseados no Google Trends , ajudam a explicar a dimensão desse impacto. Normalmente, quando um jogador como Yuri Alberto desfalca partidas ou períodos importantes, o interesse de buscas continua concentrado nele — a torcida quer saber quando ele volta, o que aconteceu, se está lesionado. Mas desta vez, a realidade é diferente: Gui Negão ultrapassou Yuri Alberto em buscas no estado de São Paulo, chegando ao dobro do interesse do atacante titular. Além disso, o crescimento em relação à própria semana anterior foi meteórico, com alta de 390% em apenas sete dias.
Base do Corinthians em evidência
Esse movimento digital confirma uma tradição corintiana: a ligação da torcida com as “Crias do Terrão”. Historicamente, os picos de interesse na base ocorrem durante a Copa São Paulo, mas a ascensão de Gui Negão mostra que os talentos formados no Terrão estão conquistando relevância ao longo de toda a temporada, renovando o olhar da Fiel e reforçando a aposta do clube na formação de atletas competitivos. Gui Negão é o exemplo mais recente desse DNA, conquistando destaque justamente quando o time mais precisava de um novo ídolo.
Com contrato renovado até 2029, o atacante tem cláusulas salariais progressivas e multa rescisória para o mercado nacional superior a R$ 100 milhões, blindando o clube para segurar o talento que começa a florescer no profissional.
O técnico Dorival Júnior, no entanto, pede cautela. “Promete, mas temos que ter cuidado, pés no chão. É apenas um garoto promissor que está começando a encontrar espaço”, disse o treinador.
A base alvinegra, que vai do Sub-11 ao Sub-20, vive altos e baixos. O time sub-20 terminou o Brasileiro na 15ª posição pelo segundo ano seguido. Ainda assim, a ascensão de Gui Negão funciona como farol: prova de que o Terrão segue revelando peças capazes de transformar a história do clube.
Debate no “Os Donos da Bola”: base em foco e desafios do Corinthians
No programa “Os Donos da Bola”, Craque Neto criticou a administração do clube, apontando que os jovens talentos muitas vezes são vendidos por “preço de banana” enquanto problemas estruturais permanecem. Ele lamentou que a torcida "cai na besteira de criticar o moleque da base" em vez de apontar os dedos para os administradores e jogadores supervalorizados que não entregam resultados. "Vocês quer apostar comigo que eles vão ser tudo vendido por preço de banana?", questionou Neto, expressando seu ceticismo sobre o futuro das promessas corintianas diante dos problemas financeiros do clube.
Já Souza reforçou a importância vital da base para a sobrevivência do clube. Segundo ele, “se não fosse a base, as portas do clube já teriam fechado”, destacando o papel dos jovens formados em casa como tábua de salvação em tempos de crise.
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