
A volta do GP da Argentina ao calendário da MotoGP em 2027 está próxima. Porém, um teste oficial no renovado Autódromo Óscar y Juan Gálvez surge em meio da necessidade de evitar problemas como os enfrentados no Brasil.
Durante o Grande Prêmio do Brasil, entre os dias 20 e 22 de março, em Goiânia, uma série de problemas no asfalto do circuito chamou a atenção ao longo do fim de semana. O mais crítico deles foi um buraco na reta principal logo após a classificação da MotoGP , o que provocou um atraso superior a 90 minutos na largada da corrida sprint.
Fora do calendário em 2026, a etapa argentina deixará Termas de Río Hondo para retornar em um traçado completamente atualizado na capital — que não recebe a MotoGP desde 1999. A proposta de realizar um teste antes da estreia do novo circuito ganhou força após críticas de pilotos como Francesco Bagnaia. O italiano destacou que apenas rodar com motos de rua não é suficiente para validar um traçado.
Por falar em precaução, a Porsche Cup anunciou, nesta quarta-feira (01), o adiamento da etapa 3, inicialmente programada para o autódromo de Goiânia nos dias 25 e 26 de abril.
Obras avançam e circuito será redesenhado
O projeto em Buenos Aires é profundo. O traçado passará a ter cerca de 4,3 km, com 14 curvas e retas que podem permitir velocidades superiores a 300 km/h.
As intervenções incluem:
A meta é atender aos requisitos de homologação da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), condição obrigatória para receber a MotoGP. O objetivo é garantir a volta da etapa argentina ao calendário por pelo menos quatro temporadas. Além disso, há ambição de trazer também a Fórmula 1 de volta ao circuito em um segundo momento.
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