Esportes

Goiás emprega detentos em manutenção de autódromo para prova da MotoGP

Iniciativa do Governo de Goiás faz parte dos trabalhos de ressocialização de reeducandos do sistema penitenciário

Da redação

DA REDAÇÃO

18/02/2026 • 11:12 • Atualizado em 18/02/2026 • 11:12

Trinta reeducandos do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia (GO), integraram os serviços de manutenção e limpeza do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, para a edição 2026 do Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, que acontece entre 20 e 22 de março.

O trabalho foi realizado entre os dias 13 e 17 de fevereiro, das 8h às 18h, em dois turnos, e incluiu roçagem de áreas externas do circuito, pintura de sinalização, higienização de ambientes internos, manutenções de áreas gerais destinadas ao público e limpeza e coleta de resíduos, com separação de lixo orgânico e reciclável.

“Estamos cuidando de todos os detalhes para entregar o circuito em perfeitas condições para a realização do evento, oferecendo a melhor estrutura possível para as equipes e pilotos, e também para o público de mais de 150 mil pessoas que deve circular pelo autódromo nos três dias de evento”, afirmou Nilton Moreira, secretário estadual de Esporte e Lazer.

A iniciativa é do Governo de Goiás, por meio da Polícia Penal do estado e da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, e teve como objetivo apoiar a preparação do circuito para prova, além de promover a reintegração social dos detentos. Todas as atividades foram realizadas sob supervisão da Polícia Penal de Goiás.

“Nos últimos anos recorremos aos custodiados em várias ocasiões, para serviços gerais no Serra Dourada e também no Autódromo de Goiânia, quando realizamos a pintura de fachada das alas dos boxes e de outros locais do circuito. A iniciativa é muito proveitosa para cuidar das nossas praças esportivas, e também funciona como um trabalho social para os reeducandos”, destacou Rudson Guerra, subsecretário de Governança da Secretaria Geral do Governo de Goiás.

“Um dos pilares da reintegração social, sem dúvida, é o trabalho. Por isso, há pessoas privadas de liberdade exercendo atividades laborais em diversos municípios goianos, atuando na limpeza de praças, ruas e avenidas, na pintura de prédios e em outros equipamentos públicos. De um lado, as instituições parceiras recebem mão de obra qualificada, com total segurança. De outro, os reeducandos têm a oportunidade de demonstrar que estão prontos para retornar ao convívio em sociedade”, reforçou Josimar Pires, diretor-geral da Polícia Penal de Goiás.

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