O executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz , opinou sobre o conflito que o alvinegro vive com o Palmeiras após a expulsão do Timão do Movimento dos Clubes Formadores . Segundo o cartola, o conflito público entre Corinthians e Palmeiras não é benéfico para o futebol brasileiro e pediu uma solução "com maturidade" entre as equipes.
"Não é bom para ninguém. Não é bom para o futebol brasileiro e para as instituições. Não é legal e torço para que seja resolvido com maturidade e grandeza, peculiar das grandes instituições", disse Marcelo Paz em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes .
Recentemente, João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras, reconheceu que tirou jogadores da base do Corinthians e afirmou que continuaria a recrutar jogadores do rival.
"Tirei três (jogadores do Corinthians), vou tirar mais. Já fui bonzinho um ano, fui roubado e fiquei esperando resolver. Sou melhor inimigo do que amigo", afirmou Sampaio aoGE.
Paz afirmou que a "política do 'olho por olho', vai deixar todos cegos". "Não concordo com essa política [do Sampaio]. Isso tem que ser resolvido de forma republicana. Sentar, resolver e finalizar. Não me compete diretamente porque já tinham pessoas trabalhando nisso no clube. João Paulo é um grande profissional, sou amigo dele. [O executivo da base do Corinthians, Erasmo] Damiani é um grande profissional, e espero que isso seja resolvido", completou.
Entenda o caso
O conflito entre Corinthians e Palmeiras existe desde a denúncia do Verdão sobre um suposto aliciamento de um atleta de 14 anos da base alviverde, em janeiro de 2025. O Timão reconhece que não agiu dentro das normas estabelecidas pelo Movimento dos Clubes Formadores.
A ação gerou uma expulsão do Corinthians do movimento, que busca organizar a formação de atletas e evitar o aliciamento de jovens promessas nas bases dos clubes.
Após a expulsão do Corinthians, o clube passou a perder seus jogadores da base para o rival. O Palmeiras exige a devolução da promessa de 14 anos para reintegrar o Corinthians no movimento. O Timão, por sua vez, se propõe a pagar um valor de indenização pelo jovem.
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