Esportes

Justiça considera intervir no Corinthians após 'inconsistência em receitas'

Perícia identificou diferença de R$ 149,2 milhões nas contas em fevereiro

Da redação

DA REDAÇÃO

26/03/2026 • 19:53 • Atualizado em 26/03/2026 • 20:04

Corinthians vive nova turbulência política
Corinthians vive nova turbulência política - Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Na última quarta-feira (25), a Justiça de São Paulo comunicou ao Corinthians que pode recorrer a uma intervenção judicial no clube se identificar novas "inconsistências de receitas" nas documentações entregues pela diretoria no âmbito do Regime de Centralização de Execuções (RCE).

Segundo perícia anexada ao processo para validar o plano de pagamento de dívidas, o clube deixou de declarar aproximadamente R$ 150 milhões de suas receitas nos documentos direcionados ao RCE.

"Advirto, desde já, que a resistência no fornecimento de documentos e a apresentação de declarações de receitas inconsistentes acarretarão a nomeação de observador judicial ou interventor judicial, para garantir a efetividade e a lisura deste processo", diz a decisão.

Entenda o caso

Na última terça-feira (24), o Corinthians protocolou petição ao processo com detalhes sobre a composição das receitas em questão e entende que está sendo "transparente" com a Justiça.

O RCE é um mecanismo jurídico adotado pelo Corinthians para organizar e parcelar cerca de R$ 200 milhões em dívidas cíveis e trabalhistas, concentrando processos em uma única vara judicial. Ele evita bloqueios de contas bancárias, permitindo pagar credores de forma ordenada com receitas do clube, visando reestruturação financeira.

De acordo com a análise da perícia, realizada pela Laspro Consultores, o Corinthians declarou um total de R$ 64.202.368,75 ao RCE nas receitas referentes a fevereiro de 2026. Em contrapartida, a análise indicou que o clube arrecadou de R$ 213.414.738,29 no período analisado. A diferença nos números é de R$ 149.212.369,37.

Ainda de acordo com o perito, a variação ocorreu porque o Corinthians deixou de levar em consideração os valores referentes a "operações financeiras" (R$ 76.878.105,68), "transferência" (R$ 65.508.053,90) e "negociação de atleta" (R$ 6.826.209,79).

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