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Impeachment do Casares: Conselheiro do São Paulo explica mudanças

Olten Ayres comentou alterações na data, no quórum para aprovação e em outras regras da votação

Da redação

DA REDAÇÃO

09/01/2026 • 20:39 • Atualizado em 09/01/2026 • 20:39

Olten Ayres é presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo
Olten Ayres é presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo - Foto: EDUARDO CARMIN/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, convocou uma entrevista coletiva, nesta sexta-feira (9), para comentar sobre a votação do impeachment de Julio Casares, presidente do clube. Ele explicou as mudanças recentes, que envolveram data, quórum para aprovação e mais regras da votação .

Sobre o adiamento da votação, que seria no dia 14/1 e foi para o dia 16/1, Olten explicou que isso aconteceu por causa do estatuto: "A data foi alterada porque foi alterado o embasamento da convocação. Isso me obriga a fazer um novo edital. Dentro do estatuto, precisa de 8 dias de antecedência quando muda. Por isso foi alterada".

Em relação ao quórum necessário para aprovar o impeachment, Olten também culpou um problema do estatuto. Ele disse que dois artigos tratavam sobre o mesmo termo: "Em direito, prevalece a norma que é mais favorável à pessoa que está respondendo ao inquérito". Dessa forma, o impeachment só será aprovado com 75% dos votos. Por enquanto a estimativa é que metade dos conselheiros é a favor do impeachment.

Olten também determinou que o voto será presencial e secreto. Questionado sobre isso, ele disse que o resultado seria questionado com votação secreta ou não. Mas prometeu que isso não vai causar uma judicialização da reunião. "No estatuto está claro que o voto presencial e secreto é uma das formas que podemos exercer. A chance de judicialização é zero. Não tem a menor condição disso acontecer".

Quando foi questionado sobre as investigações da polícia e do Ministério Público, Olten disse que não teve acesso aos inquéritos, que ocorrem sob segredo de Justiça. Mas afirmou que um desses casos, dos camarotes , está com investigação avançada pelo Conselho de Ética do São Paulo: "a sindicância já está pronta. Ela só não pode ser revelada, porque ainda corre em segredo. É uma sindicância bastante tensa e espero que em breve nós tenhamos o resultado. E as oportunidades de defesa serão dadas aos acusados".

Olten foi aliado de Casares na eleição para presidente do clube e por isso é muito questionado nesse processo de impeachment. Recentemente, em um jogo da Copinha, um torcedor levou uma faixa pedindo para ele não ser covarde. Ele respondeu nesta sexta: "Quem me conhece sabe que não sou, tanto que estou conversando com vocês (jornalistas). Fui aconselhado a não dar essa coletiva. Mas tenho obrigação de dar satisfação para a torcida. Pusemos o tema pra votar e vai ser votado. Nunca deixei de responder a nada que me foi questionado. E a esse torcedor que pediu para eu não ser covarde, garanto que não serei".

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