O ronco dos motores da MotoGP está prestes a ecoar novamente em solo brasileiro. No dia 22 de março , o Autódromo Internacional de Goiânia reestreia no calendário do Mundial de Motovelocidade como a segunda etapa da temporada, marcando o retorno da categoria à cidade onde tudo começou no país, entre 1987 e 1989.
Para receber a elite do motociclismo mundial, o complexo passou por uma reconstrução total que durou dez meses. As obras incluíram a construção de novos boxes, um centro médico moderno, nova torre de controle e uma reformulação completa da pista.
Engenharia, velocidade e segurança
As mudanças no traçado foram estratégicas. A largura da reta principal saltou de 12 para 15 metros, enquanto as curvas foram ampliadas para 14 metros. Além do novo asfalto, o autódromo recebeu áreas de escape com "caixas de brita" (seixo rolado) em quase toda a sua extensão de 4 mil metros.
Com essas atualizações, o Autódromo de Goiânia torna-se o único da América Latina a possuir as licenças máximas tanto para o motociclismo quanto para o automobilismo internacional.
Um dos grandes destaques desta etapa será a reta principal. Com mais de um quilômetro de extensão e precedida por uma curva lançada, a expectativa é que as motos superem os 370 km/h . Se confirmado, o número ultrapassará o atual recorde mundial de 366 km/h, transformando Goiânia oficialmente no circuito mais rápido do calendário.
A cidade de Goiânia já se prepara para um impacto turístico massivo: são esperados 200 mil fãs de todo o mundo para o evento. O contrato garantido prevê a realização do GP do Brasil na capital goiana pelas próximas cinco temporadas.
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